CIDADE

Educação e SMS definem metas para o PSE

O PSE é um programa intersetorial, de política pública, que aproveita o espaço da escola para ações de avaliação

Thassiana Macedo
Publicado em 09/04/2014 às 00:17Atualizado em 19/12/2022 às 08:16
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Com objetivo de alinhar os novos pontos do Programa Saúde na Escola (PSE), Secretarias Municipais de Saúde e de Educação e a Superintendência Regional de Ensino se reuniram esta semana. O PSE é um programa intersetorial, de política pública, que aproveita o espaço da escola para desenvolver ações de avaliação, promoção e prevenção dos alunos e capacitação dos profissionais da saúde e educação para trabalhar na área.

Em Uberaba, a primeira fase do programa foi iniciada em agosto de 2013, com 91 escolas municipais, estaduais e creches, atendendo 42 mil alunos, de todas as faixas etárias, e segue até julho deste ano. Entre as ações estão o controle de peso e medida, identificando obesidade, magreza extrema ou desnutrição, a verificação da situação vacinal, com atualização do cartão de vacina nas UBSs, promoção e prevenção de alimentação saudável, prevenção de álcool, tabaco, crack e outras drogas, prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, promoção da paz e direitos humanos e criação de grupos de saúde mental. “Nós pedimos a colaboração dos pais, para as crianças apresentarem o cartão do SUS e o de vacina, para facilitar o nosso trabalho. Somente a parte de saúde bucal precisa da autorização dos responsáveis por escrita para ser desenvolvida”, ressalta o secretário.

As equipes também cuidam da saúde ocular, por meio de avaliação encaminhada ao médico e, a partir do segundo semestre, fornecendo os óculos, através do Programa Olhar Brasil. “Os problemas de visão são um dos grandes motivos de evasão escolar, porque muitas vezes a criança não enxerga e tem maior dificuldade de aprendizagem. Temos parceria com o Sesc e a UFTM que levam consultórios odontológicos e oftalmológicos itinerantes até as escolas para atender as crianças”, explica o coordenador Frederico Nóbrega.

Um dos maiores problemas é a alimentação das crianças. “Muitas crianças comem mal e estão obesas, com a avaliação antropométrica revelando altos índices. Por isso, estamos adquirindo 90 balanças que vão ser distribuídas para todas as escolas e já capacitamos os profissionais para trabalhar com a alimentação saudável”, ressaltou. Até o dia 14 de abril será realizada a Semana da Saúde na Escola, priorizando as práticas corporais, com intuito de promover a cultura da paz. Até 25 de abril, as novas ações para a segunda fase do projeto, que inicia em agosto, devem ser definidas. Até o dia 30 de maio será concluído o levantamento da saúde ocular e até o dia 30 de junho, o de saúde bucal.

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