CHEGA DE VIOLÊNCIA

Educação fala em cultura de paz, mas não detalha como barrará armas nas escolas de Uberaba

Pais questionam ausência de novas medidas após episódios de violência em Uberaba

Sarah Parro
Publicado em 15/06/2026 às 11:14
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Casos de violência no âmbito escolar aumentam a cobrança de pais por medidas que visem impedir a entrada de objetos perigosos nas unidades de ensino. Segundo relatos enviados ao Jornal da Manhã , a percepção de muitos deles é que pouca coisa – ou nada – mudou, na prática, desde a morte da estudante Melissa Campos, de 14 anos, que foi assassinada dentro de sala de aula. Mais recentemente, alunos foram flagrados com soco inglês em outra unidade escolar.  

Questionada pelo Jornal da Manhã sobre a possibilidade de adoção de detectores de metais, revistas em alunos, ampliação do monitoramento por câmeras ou outras ações voltadas ao controle de acesso, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não respondeu diretamente aos questionamentos. 

Em nota encaminhada à reportagem, a pasta destacou ações já desenvolvidas na rede municipal, como palestras, rodas de conversa, oficinas, atividades de promoção da cultura de paz, acompanhamento psicológico e articulação com órgãos de proteção à infância e adolescência. 

A secretaria também citou parcerias com a Guarda Civil Municipal (GCM), Vara da Infância e da Juventude, Polícia Federal e profissionais da Psicologia, além da atuação em comissões e programas voltados à prevenção da violência. 

No entanto, a nota não esclarece se há estudos, planejamento ou previsão para implantação de mecanismos físicos de segurança, como detectores de metais, inspeção de materiais escolares ou restrições ao porte de objetos potencialmente perigosos, se restringindo a enaltecer medidas mais abstratas voltadas ao caráter educativo. 

A cobrança ganhou força após a divulgação do caso registrado em uma escola estadual do bairro Frei Eugênio. Conforme noticiado pelo JM Online, uma tesoura e um soco inglês foram encontrados com dois adolescentes após denúncias de ameaças envolvendo estudantes. Os objetos foram apreendidos pela Polícia Militar e o caso encaminhado para investigação. 

Os casos de violência em escolas de Uberaba vêm registrando incidentes variados, incluindo apreensões de objetos cortantes, episódios de bullying, brigas na porta de colégios e relatos de agressões. O JM Online tem acompanhado de perto essa escalada nas ocorrências. 

A preocupação dos pais também remete ao episódio que causou comoção em Nacional em maio de 2025. Na ocasião, a estudante Melissa Campos, de 14 anos, morreu após ser atingida por golpes de faca desferidos por um colega de turma dentro de escola particular no bairro Universitário. 

Na resposta enviada ao JM , a Semed afirmou que, quando situações de risco são identificadas, as equipes escolares seguem protocolos institucionais, acionam famílias e, em casos emergenciais, comunicam os órgãos de segurança pública. 

A pasta também informou que o trabalho preventivo ocorre de forma permanente nas escolas, com foco na promoção do diálogo, fortalecimento de vínculos e prevenção das diversas formas de violência. 

Apesar disso, permanece sem resposta o principal questionamento apresentado por pais e responsáveis: se a Prefeitura pretende adotar novas medidas de controle para impedir a entrada de armas brancas e outros objetos perigosos nas escolas municipais.

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