CIDADE

Eletricitários continuam em greve e realizam ato

Aproximadamente 45 do total de funcionários da Cemig em greve realizaram manifestação na porta de um dos escritórios

Thassiana Macedo
Publicado em 28/11/2013 às 01:32Atualizado em 19/12/2022 às 10:03
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Aproximadamente 45 do total de funcionários da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em Uberaba em greve realizaram uma manifestação na porta de um dos escritórios da empresa na praça Raul Terra, no centro da cidade. A pauta de reivindicações da categoria continua a mesma. Como ainda não houve abertura de diálogo, o Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro-MG) reafirma que a greve só será finalizada quando a Cemig decidir ouvir os trabalhadores.

De acordo com o representante do Sindieletro em Uberaba, Samuel Antônio Chaves, o objetivo era mobilizar a categoria que ainda não aderiu à greve. “A Cemig ainda não se posicionou em abrir diálogo conosco. Estamos aguardando, esperamos que ela pelo menos se sensibilize agora e decida abrir a negociação de novo. Estávamos com algumas cidades que não haviam parado, mas que já entraram, como Divinópolis. E há outras como Frutal, que tem cerca de 20 trabalhadores que não aderiram, mas que também vamos tentar mobilizar para a paralisação”, afirma.

O diretor confirma a informação repassada pela nota oficial da Cemig, de que alguns sindicatos assinaram acordo com a empresa e não vão paralisar o trabalho, mas ressalta que são sindicatos de menor peso, com menos funcionários, como secretárias, advogados e trabalhadores do Aeroporto de Santos Dumont em Belo Horizonte, ou seja, que não sofrem insegurança no trabalho como a categoria dos eletricitários. “A Cemig também se nega a fazer a revisão tarifária. Todas as outras empresas fizeram acordo com o governo federal para a renovação das concessões de usinas, somente a Cemig, de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, que são governos do PSDB, não fizeram. Ou seja, não ajudaram na redução da tarifa de energia elétrica”, destaca o representante do Sindieletro.

Reivindicações. Samuel Chaves lembra que a empresa se nega a discutir o reajuste salarial da categoria, que pede 6% mais a inflação acumulada do ano, que é de 5,45%. Os trabalhadores e empregados terceirizados da companhia pedem mais investimentos em saúde e segurança dos eletricitários, a fim de evitar o índice de uma morte a cada 45 dias na Cemig, sendo que para cada morte há muitos mutilados.

Além disso, o sindicato pede o fim das terceirizações, porque considera uma forma de pressão para que o trabalhador produza mais, o que eleva o risco de mortes. A categoria também quer discutir melhores propostas de Participação nos Lucros e Resultados visando a tornar o programa mais igualitário e menos proporcional dentro da empresa.

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