CIDADE

Em ato, servidores pedem anulação de contrato da Ebserh

Grupo realizou um evento denominado Café da manhã com bolinho de mentira na porta do Ambulatório Maria da Glória e, à tarde, no HC

Geórgia Santos
Publicado em 18/01/2014 às 01:20Atualizado em 19/12/2022 às 09:22
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Servidores do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro realizaram manifestação pedindo a anulação do contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Pela manhã, o grupo realizou um evento denominado “Café da manhã com bolinho de mentira” na porta do Ambulatório Maria da Glória e, à tarde, na entrada do Hospital de Clínicas. Depois da mobilização foi entregue um documento à superintendência do hospital e também à reitoria da Universidade Federal do Triângulo Mineiro com o relatório das condições de trabalho e também pedindo o cancelamento do contrato com a empresa.

De acordo com a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Município de Uberaba (Sinte-MED), Simea Aparecida Freitas, na verdade sempre houve problemas nas condições de trabalho no Hospital de Clínicas, entretanto, com a contratação da Ebserh as coisas pioraram, o número de funcionários vem caindo, a burocracia cada vez maior e os pacientes sendo prejudicados com essa situação. “Queremos o cancelamento do contrato com esta empresa e ainda que o governo federal realize concursos para contratação de novos profissionais, investindo no hospital sem ter de passar por uma empresa terceirizada. Nesta sexta fez um ano da assinatura deste contrato que, durante as férias, o reitor assinou sem passar pelo aval do Conselho Universitário. Sobrepondo duas audiências públicas e um plebiscito que foi contra a privatização do hospital”, explica a sindicalista.

Além disso, segundo os servidores, as promessas de melhorias com a instalação desta empresa não foram cumpridas, como nas condições de trabalho e contratação de profissionais, pois, segundo Simea, apesar da realização de concurso, o índice de aprovação foi muito baixo e não atende às necessidades atuais do hospital. “Todos que hoje trabalham no HC estão fazendo hora extra, muitos pediram conta devido à desmotivação, a sobrecarga está alta, é muito paciente para poucos trabalhadores”, explica a coordenadora-geral do Sinte-MED, lembrando que faltam muitos equipamentos no hospital, como seringas e luvas adequadas.

Depois de chamar a atenção de usuários, o grupo enviou à reitoria e também à superintendência um documento contendo o relatório interno sobre as condições do hospital e também um pedido para anular o contrato com a Ebserh. Foi protocolado também um documento no Ministério Público relatando os fatos que estão acontecendo no hospital.

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