CIDADE

Empresa dá recesso a trabalhadores e paralisa obra da planta de amônia

Serviço de terraplenagem da planta de amônia está parado por problemas financeiros da construtora responsável pelas obras da fábrica

Geórgia Santos
Publicado em 01/12/2012 às 00:50Atualizado em 19/12/2022 às 16:00
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Serviço de terraplenagem da planta de amônia está parado por problemas financeiros da construtora responsável pelas obras. A Egesa estabeleceu recesso, que já dura cerca de 10 dias, para os 120 trabalhadores. A empreiteira alega a necessidade de ampliar os recursos financeiros para dar continuidade aos trabalhos. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba acompanhou a situação.

De acordo com o presidente da entidade, José Lacerda Sobrinho, há alguns meses vem recebendo reclamações de trabalhadores da obra, de que a empresa está pagando os salários em atraso, inclusive a primeira parcela do 13º salário – como determina o Ministério Público – não foi pago, entre outras irregularidades trabalhistas. “Estive hoje no local e a empresa nos informou que colocou os trabalhadores em recesso, pois está enfrentando dificuldades financeiras e tenta um aditivo junto à Petrobras para o contrato estabelecido para terraplenagem”, explica.

Os empresários disseram também ao sindicalista que os trabalhadores ficariam em recesso até que o aditivo fosse formalizado com a Petrobras. A previsão é que o serviço retome até quarta-feira da semana que vem. “Mas nos garantiram que não haverá perdas salariais a estes trabalhadores por causa do período em que estão de recesso, e a empresa nos informou que será feito um empréstimo bancário para quitar as dívidas e com aditivo será possível retomar as obras o mais rápido possível”, afirma José Lacerda. Ele ressalta também que o sindicato entende que a Petrobras também deve se responsabilizar pela situação da empresa e dos trabalhadores.

Ainda na semana que vem será realizada uma reunião com os trabalhadores para ouvir as reivindicações e a real situação que estão vivenciando. A partir disto será levada a demanda para a Egesa, e José Lacerda não descarta a possibilidade de serem realizadas manifestações e ainda e de acionar a Justiça. Entretanto, ele esclarece que essa não é a intenção, e sim resolver o impasse.

A equipe de reportagem do Jornal da Manhã procurou representantes da Egesa, entretanto, até o fechamento desta edição, as ligações não foram atendidas.

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