Serviço de terraplenagem da planta de amônia está parado por problemas financeiros da construtora responsável pelas obras da fábrica
Serviço de terraplenagem da planta de amônia está parado por problemas financeiros da construtora responsável pelas obras. A Egesa estabeleceu recesso, que já dura cerca de 10 dias, para os 120 trabalhadores. A empreiteira alega a necessidade de ampliar os recursos financeiros para dar continuidade aos trabalhos. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba acompanhou a situação.
De acordo com o presidente da entidade, José Lacerda Sobrinho, há alguns meses vem recebendo reclamações de trabalhadores da obra, de que a empresa está pagando os salários em atraso, inclusive a primeira parcela do 13º salário – como determina o Ministério Público – não foi pago, entre outras irregularidades trabalhistas. “Estive hoje no local e a empresa nos informou que colocou os trabalhadores em recesso, pois está enfrentando dificuldades financeiras e tenta um aditivo junto à Petrobras para o contrato estabelecido para terraplenagem”, explica.
Os empresários disseram também ao sindicalista que os trabalhadores ficariam em recesso até que o aditivo fosse formalizado com a Petrobras. A previsão é que o serviço retome até quarta-feira da semana que vem. “Mas nos garantiram que não haverá perdas salariais a estes trabalhadores por causa do período em que estão de recesso, e a empresa nos informou que será feito um empréstimo bancário para quitar as dívidas e com aditivo será possível retomar as obras o mais rápido possível”, afirma José Lacerda. Ele ressalta também que o sindicato entende que a Petrobras também deve se responsabilizar pela situação da empresa e dos trabalhadores.
Ainda na semana que vem será realizada uma reunião com os trabalhadores para ouvir as reivindicações e a real situação que estão vivenciando. A partir disto será levada a demanda para a Egesa, e José Lacerda não descarta a possibilidade de serem realizadas manifestações e ainda e de acionar a Justiça. Entretanto, ele esclarece que essa não é a intenção, e sim resolver o impasse.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã procurou representantes da Egesa, entretanto, até o fechamento desta edição, as ligações não foram atendidas.