Comerciantes da rua Dr. Paulo Pontes amargam prejuízos com obras do projeto Água Viva. Estão sendo realizadas as obras de macrodrenagem nas ruas que cruzam a avenida Guilherme Ferreira e, durante este período, muitos comerciantes e moradores vêm sofrendo os transtornos causados pela intervenção. Um dos lojistas, que preferiu manter a identidade preservada, revelou que a queda nas vendas chegou a 60%.
Mais uma vez as obras do projeto Água Viva geram reclamação da população. As intervenções foram e estão sendo realizadas nas principais avenidas da cidade e incomodam a população, além de trazer um prejuízo aos comerciantes, pois durante o período de obra o movimento de clientes cai. Desta vez, a reclamação vem dos comerciantes da rua Dr. Paulo Pontes, que enfrentaram cerca de 90 dias de obras e que, segundo eles, geram queda significativa nas vendas.
De acordo com o lojista, que trabalha com roupas brancas, os transtornos que as obras causaram foram vários, além de diminuir as vendas, pois o movimento na frente do estabelecimento cai, também teve problemas com a sujeira. A poeira causada pela obra invadiu a loja e muitas roupas acabaram sujando, e por isto, durante todo tempo em que foi realizado o serviço, ele teve de trabalhar com portas fechadas.
O comerciante revela também que, segundo informações repassadas pelo Codau, a rua Dr. Paulo Pontes seria liberada no dia 13 de maio, o que não aconteceu, pois o alambrado somente foi retirado na última terça-feira, dia 21 de maio. Ele destaca também que durante 20 dias, mesmo com serviço concluído e com a rua já asfaltada, o quarteirão em que estava sendo realizada a obra continuou interditado, sendo que poderia estar liberado para circulação de veículos e até mesmo de pedestres, pois no espaço destinado para eles era muito pequeno, dificultando a circulação.
Outro comerciante, que também preferiu preservar a identidade e possui um estacionamento de veículos, disse que não fechou as portas porque contou com a ajuda de mensalistas, pois durante este período não teve nenhum cliente esporádico procurando o local.
De acordo com o coordenador técnico do Projeto de Macrodrenagem, Carlos Lopes, por meio da assessoria de imprensa, as obras foram realizadas de forma correta, seguindo o projeto. Antes do início das intervenções, uma reunião foi realizada e todos os moradores e comerciantes foram avisados que este trecho demoraria 120 dias para a conclusão total. “Ratificamos e compreendemos os transtornos gerados com as obras e pedimos desculpas, pois as obras são necessárias e a empresa responsável tem tentado agilizar ao máximo os trabalhos para minimizar os transtornos à população”, concluiu o coordenador.