Lojistas dizem que liberação da Dr. Paulo Pontes deveria ter ocorrido no dia 13 de maio e somente aconteceu uma semana depois, dia 21
Comerciantes da rua Dr. Paulo Pontes amargam prejuízos com obras do projeto Água Viva. Estão sendo realizadas as obras de macrodrenagem nas ruas que cruzam a avenida Guilherme Ferreira e, durante este período, muitos comerciantes e moradores vêm sofrendo os transtornos causados pela intervenção. Um dos lojistas, que preferiu manter a identidade preservada, revelou que a queda nas vendas chegou a 60%.
Mais uma vez as obras do projeto Água Viva geram reclamação da população. As intervenções foram e estão sendo realizadas nas principais avenidas da cidade e incomodam a população, além de trazer um prejuízo aos comerciantes, pois durante o período de obra o movimento de clientes cai. Desta vez, a reclamação vem dos comerciantes da rua Dr. Paulo Pontes, que enfrentaram cerca de 90 dias de obras e que, segundo eles, geram queda significativa nas vendas.
De acordo com o lojista, que trabalha com roupas brancas, os transtornos que as obras causaram foram vários, além de diminuir as vendas, pois o movimento na frente do estabelecimento cai, também teve problemas com a sujeira. A poeira causada pela obra invadiu a loja e muitas roupas acabaram sujando, e por isto, durante todo tempo em que foi realizado o serviço, ele teve de trabalhar com portas fechadas.
O comerciante revela também que, segundo informações repassadas pelo Codau, a rua Dr. Paulo Pontes seria liberada no dia 13 de maio, o que não aconteceu, pois o alambrado somente foi retirado na última terça-feira, dia 21 de maio. Ele destaca também que durante 20 dias, mesmo com serviço concluído e com a rua já asfaltada, o quarteirão em que estava sendo realizada a obra continuou interditado, sendo que poderia estar liberado para circulação de veículos e até mesmo de pedestres, pois no espaço destinado para eles era muito pequeno, dificultando a circulação.
Outro comerciante, que também preferiu preservar a identidade e possui um estacionamento de veículos, disse que não fechou as portas porque contou com a ajuda de mensalistas, pois durante este período não teve nenhum cliente esporádico procurando o local.
De acordo com o coordenador técnico do Projeto de Macrodrenagem, Carlos Lopes, por meio da assessoria de imprensa, as obras foram realizadas de forma correta, seguindo o projeto. Antes do início das intervenções, uma reunião foi realizada e todos os moradores e comerciantes foram avisados que este trecho demoraria 120 dias para a conclusão total. “Ratificamos e compreendemos os transtornos gerados com as obras e pedimos desculpas, pois as obras são necessárias e a empresa responsável tem tentado agilizar ao máximo os trabalhos para minimizar os transtornos à população”, concluiu o coordenador.