Problemas enfrentados pelas administrações municipais, no fim dos atuais mandatos, constituem motivo de preocupação
Os problemas enfrentados pelas administrações municipais, no fim dos atuais mandatos, constituem motivo de preocupação para os prefeitos da região. Segundo a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande (Amvale), a necessidade de cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, a crise financeira e o endividamento dos municípios tornaram-se uma constante nos debates de entidade.
Depois de diversas mudanças que resultaram em maiores custos para as cidades em 2012 e menor arrecadação, o que se constata na prática é um endividamento gigantesco da União com as cidades de todo o país. Minas Gerais não foge à regra.
Os maiores responsáveis pelos impactos nas economias das cidades causados por decisões da própria União incluem os aumentos do salário mínimo e do piso nacional do magistério, além, é claro, da redução do IPI, o que contribuiu para uma queda significativa no repasse do Fundo de Participação dos Municípios, uma fonte essencial para a sobrevivência dos municípios menores. Somente em convênios, os repasses não efetivados pelo governo federal alcançam a exorbitante marca de R$15,9 bilhões.
As principais razões encontradas para a composição do atual cenário de crise e que representam um grande desafio para os prefeitos eleitos incluem a queda na receita de transferências da União, em razão tanto da fraca atividade econômica quanto da política de desoneração do governo federal; o enorme volume acumulado de restos a pagar da União devido a municípios; o impacto financeiro de legislações nacionais como a Lei do Piso do Magistério, os constantes aumentos do salário mínimo muito acima da inflação e do crescimento da receita.
Segundo a vice-presidente da Amvale, Lauzita Rezende da Costa (prefeita de Delta), o momento é de mobilização. “Precisamos apresentar ao governo e aos parlamentares a atual situação econômica em que se encontram as prefeituras de região, por motivos como a redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e as isenções fiscais concedidas pelo governo federal.”