Seis entidades uberabenses se juntaram para criar a Agência de Desenvolvimento do Vale do Rio Grande. Entre os objetivos estão fornecer orientação técnica sobre planejamento e projetos e ofertar capacitação profissional visando a favorecer o desenvolvimento nos 20 municípios que compõem a região do Vale do Rio Grande. Ainda está em fase de estruturação, mas a expectativa é de que já esteja atuando ainda no primeiro semestre deste ano.
Fazem parte da primeira agência no Triângulo Mineiro a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Instituto de Engenharia e Arquitetura do Triângulo Mineiro, Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Uberaba (Sinduscon), Centro das Indústrias do Vale do Rio Grande (Cigra). Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) já sinalizaram interesse.
Segundo o presidente do Sinduscon, Nagib Facury, no dia 5 de março, idealizadores da entidade irão a Brasília para reunião com o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Gilson Queiroz, e o da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade, para buscar apoio. “Nós também já fizemos um primeiro contato com a Fundação Getulio Vargas para colaborar nesse projeto e ajudar prefeitos que não podem levar a FGV para estruturar a prefeitura dela. Com a agência poderemos dar condições para isso. Queremos juntar o público e o privado para ajudar os prefeitos a terem uma gestão adequada aos novos modelos que são propostos hoje”, afirma.
De acordo com presidente da Fiemg, Altamir Rôso, após a estruturação da agência e a escolha do conselho diretor, o primeiro passo será reunir os prefeitos da região e fazer diagnóstico sobre as necessidades para o desenvolvimento de cada município, sendo que alguns já procuraram a Fiemg, interessadas em participar do projeto.
Rôso destaca que entre as missões da agência está o desenvolvimento econômico-sustentável da região, para isso serão implantados vários mecanismos e serviços. “É importante que tenhamos um sistema de informação e banco de dados e uma política de atração e assistência aos empreendedores para permitir investimentos na nossa região. A agência se propõe a elaborar estudos, pesquisas, planejamentos e projetos, bem como organizar eventos e promover a capacitação profissional. Esse é o gargalo de qualquer desenvolvimento. Tem mão de obra, mas não é especializada. É aqui que o Sesi/Senai entra com cursos, somente em 2012 capacitamos 5.700 alunos. A agência vai ainda identificar fontes alternativas de financiamento crédito e garantias, bem como vai elaborar políticas públicas para o desenvolvimento regional”, informa.