Diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas diz que o centro de Uberaba precisa se tornar uma referência turística, o que exige a revitalização do calçadão da rua Artur Machado
Fernanda Borges
Calçadão da Artur Machado apresenta diversos problemas, entre eles a falta de acessibilidade para cadeirantes
Entidades de classe se unem à Prefeitura de Uberaba para discutir alternativas de revitalização do calçadão da rua Artur Machado. A iniciativa envolve parceria entre o Município, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sebrae.
De acordo com o diretor comercial da CDL, Ângelo Gabriel Crema, já foram realizadas visitas técnicas em diversos centros comerciais onde a revitalização por parte do Poder Público mudou o visual de cidades como Curitiba, São Paulo e Juiz de Fora.
Acompanhado de técnicos da Prefeitura, o diretor da CDL esteve no mês passado em Juiz de Fora. Eles ficaram entusiasmados com o exemplo daquela cidade. Ele contou que lá existe um projeto chamado “Colírio”, onde, principalmente, o turista circula pela região central contemplando a beleza da estrutura de prédios e fachadas, além da facilidade de acessibilidade, não esquecendo os cadeirantes. “O centro da cidade deve ser colocado como ponto turístico após a revitalização. Nosso objetivo é mostrar, até mesmo para comerciantes, o que pode ser feito neste sentido em nossa cidade”, ressaltou Ângelo.
O diretor comercial lembra ainda que há muitos anos não se mexe na estrutura do calçadão e no entorno da praça Rui Barbosa. Na opinião dele, são pontos que merecem atenção especial. “Temos cinco hotéis, tem hotel dobrando sua capacidade de hospedagem e esse visitante que vem à nossa cidade não tem um centro turístico como outras cidades”, lembrou. Segundo ele, vários comerciantes e representantes de classe já lotaram ônibus e foram conhecer o trabalho executado em diversas cidades.
De acordo com Ângelo Crema, há vontade política por parte do prefeito Paulo Piau que vê a necessidade de revitalização do centro da cidade. “Aqui, uma mulher que usa salto não anda neste calçadão, então tem muita coisa para ser modificada”, alerta.