Pesquisadora da Epamig alerta produtores para os perigos da doença que foi detectada nesta semana.
Dulandula Silva Miguel Wruck, pesquisadora da Epamig, alerta produtores para os perigos da ferrugem asiática. Segundo ela, a doença foi detectada em uma lavoura da região nesta semana. Segundo a doutora em citopatologia, a doença foi detectada em 2002, mas começou a atingir as safras em meados de 2004. “Trata-se de uma doença que pode provocar perdas enormes, entretanto, existem fungicidas capazes de combatê-la. Se aplicados a tempo, eles salvam a lavoura”, explica. Segundo Dulandula, entramos agora em um período em que a maior preocupação deve ser com as sementes plantadas em novembro, cujas plantas já estão florescendo. Estes produtores devem fazer o manejo com o fungicida. “Tivemos um período de muita seca e, depois, muita chuva, condições favoráveis para a doença, o produtor precisa entrar com o controle na hora certa”, observa. A pesquisadora também alerta os produtores para o aparecimento de casos de mofo branco. Entretanto, não existem produtos para combatê-lo. A única forma de eliminá-la é a prevenção. Segundo a pesquisadora, a soja sofre um processo de limpeza e os resíduos deste processo são usados na alimentação do gado. Misturado aos resíduos está o esclerócio, estrutura de resistência do fungo. Ele sai nas fezes do animal e fica no solo. Para evitar o problema, o produtor tem de evitar deixar animais que se alimentam dos resíduos de soja nas áreas destinadas à plantação do grão.