CIDADE

Escolas de idiomas estão pagando professores como instrutores

Geórgia Santos
Publicado em 22/04/2012 às 13:09Atualizado em 19/12/2022 às 20:04
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Sindicato dos professores da rede particular volta suas atenções para as escolas de línguas em Uberaba e outras cidades do Triângulo. O sindicato recebeu diversas denúncias de que os estabelecimentos estariam contratando professores como “instrutores” e pagando um salário abaixo do piso nacional. Para apurar as denúncias, sindicalistas vão realizar visitas às instituições para tomar conhecimento sobre a possível irregularidade.

Segundo o diretor do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SinproMinas), Marcos Gennari, o sindicato está convocando uma reunião com os proprietários de instituições de ensino de idiomas de Uberaba, com o objetivo de solicitar aos mesmos o cumprimento imediato do acordo coletivo em vigência, estabelecido entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores. “Além disso, é bom ressaltar que é uma oportunidade para que as empresas cumpram com o que foi estabelecido, pois nestes casos temos o direito de recorrer à Justiça, com uma ação de cumprimento, que poderia gerar o fechamento destas instituições”, afirma.

Segundo o acordo coletivo, o docente que ministra a aula em qualquer situação deve ser contratado como professor e pago como tal. Independente de estar na carteira de trabalho que é um auxiliar ou instrutor, “se o profissional está contratado para dar aula, deve receber o que estabelece a convenção, e o piso mínimo é de R$14,50 por hora/aula, que por sinal é diferente daqueles professores de ensino regular”, explica Marcos, ressaltando que professor de idiomas possui os mesmos direitos que qualquer outro profissional da área, como descanso semanal remunerado e adicional por atividade extraclasse.

Diante de denúncia apresentada ao sindicato foi realizada uma reunião entre a diretoria e a partir desta semana serão feitas visitas em cada instituição que oferta curso de idiomas. “No encontro, vamos conversar com os professores, bem como proprietários, pois se trata de uma garantia convencionada. Se descobrirmos que isto realmente está acontecendo, vamos acionar o departamento jurídico do sindicato para que sejam tomadas providências”, afirma Marcos Gennari.

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