Antônio Ferreira Filho e Luís Fernando Campos aguardaram por horas ontem e após as 11h não houve mais nenhum atendimento
Antônio Ferreira Filho e Luís Fernando Campos aguardaram por horas na UPA/Abadia ontem e disseram que após as 11h não houve mais nenhum atendimento. A esposa de Antônio, Isabel Rosa de Jesus, explica que sua reclamação é por todos que estão esperando no local. “Há muitas pessoas esperando e algumas estão chorando de dor. Não explicam o que está acontecendo e quando perguntei, fui tratada pior que cachorro. A gente paga por este atendimento e quando precisa, não tem”, desabafa, chorando.
Já Luís Fernando Campos está passando mal desde segunda-feira e disse que só não veio antes porque mora na fazenda. “Estou aqui desde a manhã e nada deste povo me atender. Não chama ninguém”, fala. Fernando ressalta que na sala de enfermagem estavam cerca de 10 pessoas conversando e tomando café, sem prestar atendimento.
A Secretaria da Saúde, por meio da assessoria de imprensa, informa que cinco médicos estavam atendendo normalmente nesta terça-feira (24) na UPA Abadia. Até as 16h os profissionais atenderam 212 pacientes, sendo 19 casos de emergência absoluta (vermelho), 33 de urgência (amarelo), 20 pouco urgentes (verde) e 140 não-urgentes (azul).
Como a equipe médica precisou ser remanejada para a ala vermelha para atender às situações graves, houve tempo de espera maior para os pacientes que aguardavam na ala ambulatorial, como era o caso de Antônio Ferreira Filho. As pessoas classificadas como pouco urgente e não urgente podem receber atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e os usuários são informados desta opção. Em relação ao outro reclamante, a coordenação da UPA Abadia salienta que não foi encontrado paciente Luís Fernando Campos no sistema.