Ministério da Saúde (MS) acaba de divulgar edital para compra de 80 aceleradores lineares que serão distribuídos para 22 estados e Distrito Federal, mas entre eles não consta Minas Gerais. No entanto, conforme noticiado pelo Jornal da Manhã, o Hospital Dr. Hélio Angotti espera há 10 meses a liberação de recursos para compra de novo acelerador, o que vem atrasando tratamentos. A reportagem procurou o MS e a assessoria afirma que o investimento deve ser repassado nos próximos meses.
Atualmente, o Hospital Dr. Hélio Angotti é referência para cerca de três milhões de habitantes do Triângulo Mineiro, porém a falta do recurso vem prejudicando pacientes com câncer submetidos a tratamento com radioterapia. Segundo o médico Délcio Scandiuzzi, presidente do hospital, o acelerador linear é submetido, periodicamente, a um plano de manutenção, feito por engenheiros da fabricante multinacional Varian, mas a forte demanda leva ao estresse do equipamento, que tem sido utilizado até altas horas da noite para atender todos pacientes. “O hospital, entretanto, não pode realizar as sessões de radioterapia com o equipamento estragado, para não prejudicar os nossos pacientes. Isto explica paradas indesejadas”, frisa. Em 2012, o hospital realizou 48.367 sessões de radioterapia.
O acelerador linear é um dos equipamentos mais caros utilizados na luta contra o câncer e, em razão disso, o ministro Alexandre Padilha confirmou, em dezembro de 2012, a determinação do investimento no equipamento, orçado em aproximadamente US$1 milhão, o que correspondia a cerca de R$3 milhões. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, a proposta do processo de destinação do recurso para o novo aparelho foi cadastrada em 2013 e o valor aprovado para a compra foi de R$3,5 milhões e como o processo é um convênio entre o hospital e a pasta há uma série de etapas a serem atendidas e cumpridas.
Ainda conforme a assessoria, atualmente, o processo está na fase de adequação da proposta que deve ser feita pelo próprio solicitante, no caso, a instituição hospitalar. Ela afirma que está tudo dentro do processo normal e que a previsão é de que o hospital receba o recurso para a compra dessa unidade nos próximos meses, mas não garante que isso ocorra ainda em 2013.