Liberação dos recursos para construção do Hospital Municipal está emperrada por falta de projeto técnico da PMU.
Liberação dos recursos para construção do Hospital Municipal está emperrada por falta de projeto da Prefeitura de Uberaba. A informação é do deputado estadual Fahim Sawan (PSDB), que esteve reunido na semana passada com o secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana. Segundo Fahim, até agora o governo municipal apresentou somente uma carta de intenções e a planta baixa do terreno onde possivelmente será instalado o hospital. “O Estado só autorizará a verba quando tiver o projeto arquitetônico, a área definitiva para construção da estrutura e um estudo completo da real demanda da cidade”, justifica o deputado.
De acordo com Fahim, um levantamento detalhado da estrutura da rede é essencial para elaborar a proposta técnica, pois o município precisa especificar se a necessidade é um equipamento para atender urgências ou alta complexidade. Para traçar esse perfil, o tucano avalia que primeiro a administração deverá implementar algumas melhorias na rede, como ampliar o Programa Saúde da Família (PSF), que, segundo ele, ainda mantém o número de equipes do período em que foi secretário municipal de Saúde.
Conforme balanço divulgado no fim do ano passado, apenas 54% da população têm cobertura do PSF. “Reformar as unidades básicas de saúde e acabar com a falta de médicos nos postinhos é um passo para evitar o acúmulo de pacientes nos hospitais e delimitar o número real de leitos que a cidade necessita”, acrescenta, e cita que a vizinha Uberlândia cumpriu esta etapa antes de iniciar as obras da estrutura.
De acordo com o parlamentar, a verba está garantida no orçamento do Estado e cerca de R$ 10 milhões estão na programação financeira para ser liberados ainda este ano, mas dependerá da entrega do projeto. O investimento total será de R$ 20 milhões e mais R$ 8 milhões podem ser costurados no governo federal para aquisição de equipamentos.
A reportagem do Jornal da Manhã tentou contato com o secretário municipal de Saúde, Valdemar Hial, mas não teve resposta.