Estudante foi ao salão de beleza para realizar alguns procedimentos químicos nos cabelos e saiu do local com eles aparentemente danificados. Jéssica Fernanda Bizoto foi a um salão no bairro Jardim Induberaba para fazer “mechas californianas invertidas” e não saiu do local da forma como desejava. Ao realizar a reclamação, os proprietários do salão alegaram que não poderiam efetuar a devolução do dinheiro à estudante.
Segundo Jéssica, ela procurou o salão na terça-feira e gastou cerca de R$260 com os procedimentos. “Eu não me importava com o valor, esperava apenas que o cabelo ficasse bonito. Quando cheguei em casa, percebi que a cor estava feia e os cabelos, muito ressecados. Fiquei com vergonha da minha família e dos meus amigos”, afirma a jovem.
A proprietária do salão não quis se pronunciar a respeito do assunto, e a cabeleireira que realizou o serviço informou que a cliente havia sido avisada do ressecamento que afetaria os cabelos.
Na tarde de ontem, Jéssica Bizoto voltou ao local, mas não foi possível efetuar um acordo. “Eu só gostaria de receber o meu dinheiro de volta, porque não confio que ela possa resolver o problema do meu cabelo”, lamentou a estudante.
Jéssica procurou o Procon, que informou que, segundo o art. 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o fornecedor responde independentemente da existência de culpa por defeitos referentes à prestação de serviços. “Num primeiro momento nos transparece que houve prestação de serviço inadequada, mas isso precisa ser avaliado. A solicitação da cliente esta fundamentada pelo CDC”, informa a coordenadora do Procon, Eclair Gonçalves.
Após a formulação da denúncia junto ao órgão, ambas as partes serão chamadas para resolver a situação e conversarem sobre um possível acordo. “A consumidora solicita apenas o dinheiro de volta. A meu ver nada mais justo do que isso, já que ela não foi atendida pelo serviço que consumiu. É um problema que poderia ter sido resolvido por um simples acordo. Nós não entendemos essa falta de tratativa dos estabelecimentos, que poderiam buscar uma resolução mais amigável”, comenta Eclair.
Devido à alteração dos humores durante a conversação entre as partes, a cabeleireira solicitou a presença da Polícia Militar para lavrar boletim de ocorrência. Se a situação não for resolvida, o caso poderá ir para o tribunal de pequenas causas, e a proprietária do local poderá inclusive responder pelas ofensas proferidas à cliente.