A primeira vez que os alunos acamparam dentro da universidade foi em fevereiro e só saíram quando a Justiça Federal expediu liminar
Jairo Chagas
Paredes internas do Centro Educacional ainda conservam escritos da primeira ocupação, em fevereiro
Na manhã de ontem, alunos ocuparam novamente o saguão do prédio do Centro Educacional e Administrativo (CEA) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Colchões e outros objetos foram distribuídos pelo local à espera dos alunos que estavam em aula. A primeira vez que os estudantes acamparam dentro da universidade foi em fevereiro deste ano e só saíram quando a Justiça Federal expediu liminar para desocupação do prédio.
Na ocasião, a principal solicitação do grupo era a contratação de professores, pois os profissionais efetivos e contratados estão se desdobrando entre estágios e aulas. Além disso, a tendência é ter uma redução ainda maior, pois os contratos se encerraram no mês de março deste ano. A reportagem tentou falar com os estudantes que estão à frente da nova manifestação, mas nenhum deles foi localizado na instituição e nenhuma das ligações foi atendida. Uma reunião entre os manifestantes estava marcada para ocorrer por volta de 20h30.
De acordo com informações da assessoria de comunicação da UFTM, não chegou ao conhecimento da universidade nenhuma nova reivindicação enviada pelos estudantes que justificasse a segunda ocupação da estrutura universitária, além da pauta antiga já discutida entre a reitoria e o movimento estudantil, quando da primeira tomada do espaço.
Quanto à pauta apresentada pelos estudantes, a assessoria afirma que os pontos do documento já foram debatidos em outros encontros e já estão sendo encaminhados, inclusive a definição das 15 vagas para docentes que foram liberadas e a abertura de novos concursos públicos. Além disso, segundo a instituição, hoje haverá uma nova reunião do Conselho Superior Universitário (Consu) para debater novamente a pauta de reivindicações e os encaminhamentos já realizados.
Até o momento a UFTM não tem expectativa de entrar com novo pedido de reintegração de posse, como ocorreu em fevereiro na primeira ocupação, porém a reitoria afirma que vai acompanhar o caso e tomar as medidas necessárias quando couber.