Motivo principal do protesto seria o cancelamento da reunião do Conselho Superior Universitário, agendada para quarta
Em torno de 25 alunos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) apareceram ontem na porta da residência de Virmondes Rodrigues Junior empunhando cartazes e faixas, bem como dizendo palavras de ordem contra o reitor. O motivo principal do protesto seria o cancelamento da reunião do Conselho Superior Universitário (Consu), que estava agendada para a tarde de ontem.
De acordo com a estudante do 8º período de Medicina Marina Barreto Pinheiro, que estava na manifestação, o “escracho” foi marcado pelos alunos após o cancelamento, sem aviso prévio, da reunião extraordinária do conselho, que estava marcada desde segunda-feira (14). “As pautas eram do movimento estudantil, porque em fevereiro ficamos um mês ocupando a universidade por falta de professor e de assistência estudantil, não temos restaurante universitário e queremos a transparência da reitoria. Ou seja, é uma diversidade de pautas que culminou, no início de fevereiro, na ida do reitor até o MEC com aluno do movimento estudantil. Ele levou as nossas demandas e nós gostaríamos que ele repassasse ao Consu o que aconteceu em Brasília. Desde fevereiro que esperamos essa reunião, foi muito difícil marcar, e ele cancelou de última hora”, afirma.
Marina ressalta que, diferentemente do que foi informado pela assessoria da UFTM, nenhuma pauta foi atendida e a expressão
disso seria o descontentamento dos estudantes de vários cursos. A representante dos estudantes afirma também que foram colocadas várias câmeras nos corredores do Centro Educacional, segundo ela, com nítido propósito de vigiar os alunos, pois elas não estariam voltadas para a porta das salas ou para o caixa eletrônico instalado dentro da instituição. “Colocamos cartazes em frente das câmeras para que filmassem e eles retiraram”, conta Marina.
Nos cartazes, além de xingamentos, há palavras de ordem como “Aqui mora um corrupto! Crimes hediondos contra a educação”; “Seu vizinho é corrupto” e, ainda, “Os estudantes da UFTM não são representados pelo reitor, seu vizinho”.