Por meio de e-mail, moradores das imediações da Escola Municipal Urbana Frei Eugênio entraram em contato com a reportagem do JM para reclamar da poluição sonora
Escola Municipal Frei Eugênio, onde estariam acontecendo eventos que geraram a reclamação dos moradores
Por meio de e-mail, moradores das imediações da Escola Municipal Urbana Frei Eugênio entraram em contato com a reportagem do Jornal da Manhã para reclamar da poluição sonora causada por eventos que acontecem no estabelecimento de ensino aos fins de semana e feriados.
Na denúncia, moradores contam que a escola é cedida principalmente para a realização de eventos religiosos e que até mesmo a Patrulha do Silêncio já foi acionada em acontecimento no último carnaval. “Em minha opinião, esses eventos devem ser realizados fora do perímetro urbano, pois os fins de semana são os momentos de descanso para quem trabalha a semana inteira”, disse a leitora.
De posse das informações, a reportagem entrou em contato com o diretor da escola, José Divino, que confirmou que a escola é mesmo cedida para a realização de eventos religiosos e até mesmo esportivos. Segundo ele, não é cobrado aluguel, já que se trata de um local público e que, quando possível, deve servir à comunidade. No entanto, o diretor foi enfático ao afirmar que “tudo acontece dentro do limite da lei” e que não há som alto fora dos horários permitidos por lei. “No último domingo, por exemplo, houve um encontro da Renovação Carismática das 8h às 19h. Foram cerca de 400 pessoas e em alguns momentos eles acabam se empolgando. Mas, nada fora do horário específico. Não cedemos a escola para nenhum evento que ocorra após as 22h”, afirmou, salientando, porém, que em fevereiro, após uma espécie de acampamento religioso, a Guarda Municipal chegou a ser acionada por vizinhos que se sentiram incomodados com o som das músicas que eram tocadas após as 20h. “A Guarda veio, conversou com os organizadores e o problema foi contornado tranquilamente”, revelou.
José Divino estranhou o fato de os vizinhos terem entrado em contato primeiramente com o Jornal da Manhã e não com a direção da escola. Ainda assim, segundo ele, todos que se sentirem lesados têm o direito de tomar as providências que julgarem necessárias. “Quando se sentir incomodada, a pessoa tem o direito de procurar a Patrulha do Silêncio. Isso já aconteceu e acho que é o correto a se fazer”, reforçou.
Limite. Segundo o diretor da Guarda Municipal, Marco Túlio Gianvecchio, segundo a legislação, são permitidos volumes máximos de 80 decibéis durante o dia, 70 decibéis até 22h e, após esse horário, apenas som ambiente.