O secretário de Saúde, Fahim Sawan, durante entrevista ao programa Linha Aberta, na Rádio JM AM 730kHz, disse que vai apurar os fatos, descobrir o profissional que atendeu à ligação desta senhora. De acordo com ele, assim como as Unidades de Pronto-Atendimento, o Samu presta socorro para casos urgentes, pessoas que precisam ser socorridas de imediato e de um cuidado especial, que é o caso do filho da Marcirene.
“Na Saúde, se não conseguimos resolver o problema de um paciente, não temos o direito de criar novas complicações. E a revolta desta mãe é por não ter conseguido o atendimento ao filho no momento em que era preciso e haveria soluções. Acredito que o jeito de lidar com o paciente e a impaciência dele têm muito a ver com isto, pois, na verdade, tomar conhecimento do fato por telefone, em casos que não são graves, é importante, pois existe um protocolo de atendimento, é preciso ter ambulâncias de reserva para atender casos com a possibilidade de morrer e não podemos falhar no momento do atendimento imediato. O Samu não é uma ambulância qualquer, ele tem o papel de levar a pessoa até o hospital, mantendo-a viva”, explica o secretário de Saúde.
Fahim destaca ainda que o atendimento aos usuários deve ser o melhor possível, pois ninguém procura o Samu ou uma UPA por nada, é porque está sentindo dores. “Neste caso, se durante a conversa a médica entendesse que este não era um caso específico do Samu, que é uma ambulância equipada, ela deveria procurar outro veículo. Temos 17 ambulâncias disponíveis que poderiam ter feito esse trabalho, e todas estavam de plantão, é preciso ter esse contato”, afirma Fahim, ressaltando que todas as ligações feitas ao Samu são gravadas, conversas sigilosas, e não é possível editar, justamente para esclarecer fatos como estes.
Para finalizar, o secretário diz que lamenta muito o ocorrido, entende a dor dela, que deve sim lutar pelo filho. E ainda se esse atendimento realmente aconteceu como esta mãe descreveu, Fahim diz que não admite e serão tomadas providências.