Secretário de Saúde Fahim Sawan disse que o fechamento do Hospital Beneficência Portuguesa não é uma decisão da SMS
À reportagem do Jornal da Manhã, o secretário de Saúde Fahim Sawan disse que o fechamento do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa não é uma decisão da Secretaria Municipal. “É um hospital privado e que tem vida própria, nós somos apenas comprador do serviço. Torço para que revertam a situação”, frisa. Sawan afirma que nesta terça-feira (9) vai se reunir com a administração da instituição para definir uma maneira de o município ajudar.
“Ele [Lúcio Ávila] realmente me pediu um adiantamento do que o hospital iria faturar em dezembro de 2013, mas não temos condição de fazer isso, porque é um repasse medido pela produção de cada hospital. Semana que vem pagaremos o mês de fevereiro do fundo do Ministério da Saúde, que nós só repassamos. Não temos como adiantar algo que não caiu para nós, porque o hospital ainda não produziu”, explica o secretário.
Fahim destaca que os contratos de prestação de serviços de todos os hospitais com a Prefeitura estão vencidos e vão ser renovados, mas o atendimento não foi recebido e por isso as instituições continuam recebendo o repasse normalmente. “O que aconteceu foi que na última quarta-feira (3), às 20h, recebi um mandado judicial da promotora do Ministério Público dizendo que o Hospital Beneficência Portuguesa tinha enviado um ofício a ela dizendo que fecharia o pronto-atendimento. A promotora me deu 24 horas para resolver essa situação. Em torno de cinco a seis partos por dia pelo SUS é a produção do Beneficência Portuguesa. Emergencialmente, fui ao Hospital de Clínicas e Hospital Universitário e pedi que cada um atendesse dois ou três dessas gestantes, mas se o Beneficência Portuguesa abre as portas de novo e volta a atender pelo SUS, tudo volta à normalidade. O que não podia fazer, como gestor da Saúde, era deixar as gestantes sem onde dar à luz”, esclarece o secretário.
Ainda segundo o secretário, a Prefeitura continuará repassando a verba do SUS de acordo com a produção do hospital, ou seja, se houver atendimento às gestantes do Sistema Único de Saúde, o Beneficência Portuguesa receberá o repasse. A assessoria de imprensa do Hospital Universitário (HU) da Uniube afirma que fará remanejamento interno de seus atendimentos e destinará, a partir de hoje, 11 leitos para maternidade.