CIDADE

Fahim quer reorganizar uso de leitos com as cidades da região

Em entrevista ao programa Linha Aberta, da Rádio JM 730kHz, o secretário municipal de Saúde, Fahim Miguel Sawan, respondeu a várias perguntas da população

Thassiana Macedo
Publicado em 21/04/2013 às 15:54Atualizado em 19/12/2022 às 13:29
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Em entrevista ao programa Linha Aberta, da Rádio JM 730kHz, o secretário municipal de Saúde, Fahim Miguel Sawan, respondeu a várias perguntas da população sobre o problema da superlotação e consequente falta de leitos em Uberaba, o que tem beirado o caos em razão do número de atendimentos por dengue este ano. No próximo dia 25 haverá uma reunião entre os secretários de Saúde dos 27 municípios que compreendem a região Triângulo Sul, com objetivo de reorganizar a utilização dos leitos de cada município para desafogar a saúde em Uberaba.

Para Fahim Sawan, a superlotação hospitalar já é um problema crônico no município, sendo necessário um planejamento para dar solução em médio e longo prazos para a falta de leitos. “Uberaba perdeu seis hospitais nos últimos 20 anos, que inclusive eram prestadores de serviço para o SUS. O próprio Hospital de Clínicas tinha 360 leitos e hoje tem pouco mais de 290 ativos, por conta de reformas e adequações. O ministro Alexandre Padilha foi claro esta semana ao dizer que quer retomar a parceria público-privada na área de prestação de serviço à saúde e voltar a contratar leitos em hospitais privados, porque só o serviço público não consegue. Para isso, é preciso melhorar a tabela de repasse”, afirma.

No entanto, o secretário reconhece que o problema também já atinge hospitais particulares, em razão do maior acesso da população aos planos de saúde. “A dengue tem contribuído muito para essa superlotação, mas não estávamos preparados para essa epidemia. Se já tínhamos um sistema caótico, uma situação como essa deixa tudo pior ainda. Tanto os planos de saúde e medicina privada quanto o serviço público de saúde deixaram de planejar no passado aquilo que precisávamos e agora estamos colhendo. Todos têm que repensar a situação, tanto que os convênios e planos de saúde já estão criando seus próprios ambulatórios e hospitais. Nós temos que estimular isso buscando investimentos. Estamos inclusive procurando a parceria com investidores de saúde de fora para se formar um condomínio de saúde aqui no futuro”, frisa.

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