Com mais de 350 cachorros espremidos na sede da Supra, a presidente da entidade Denise Max já não sabe mais a quem recorrer
Com mais de 350 cachorros espremidos na sede da Sociedade Protetora dos Animais de Uberaba (Supra), a presidente Denise Max já não sabe mais a quem recorrer para obter apoio. Segundo ela, a falta de controle de natalidade e a irresponsabilidade por parte dos donos é o maior problema.
“Na verdade, viramos um depósito. O município não tem onde colocá-los [os cachorros]. Não existe controle de natalidade. Por isso, eles vêm para cá trazidos por mim ou por outras pessoas. Mas, a situação não está fácil. Não temos baia para todos os animais, o muro, que está sendo construído com o dinheiro arrecadado em um bingo, precisa ser finalizado para resolvermos parte dos problemas. Além disso, não recebemos ajuda do município, que deve nos enviar um veterinário na próxima semana para auxiliar nos trabalhos”, relatou Denise, salientando que cachorros abandonados pelas ruas geram riscos para todos. “Há poucos dias, houve um acidente no qual uma pessoa morreu após a moto atingir uma cadela que atravessava a rodovia. Pessoas são mordidas e muitos cachorros ficam pelas ruas com fome, sede, doentes e maltratados por pessoas sem nenhuma sensibilidade. É um absurdo!”, completou.
Quem quiser ajudar a Supra de alguma forma, pode fazê-lo de diversas maneiras. Doações em dinheiro podem ser feitas através de depósitos bancários na Caixa Econômica Federal (agência: 0160; operaçã 003; conta: 1136-9). Quem quiser doar ração, já que a Supra consome cerca de 130 quilos de ração por dia, pode ligar nos telefones 8839-1377 ou 9179-9878. “Precisamos de voluntários para ajudar na limpeza, cuidar dos cães e exercer outras atividades”, completou Denise.
Já quem se interessar em adotar, basta comparecer à sede da Supra, munido de documentos de identidade (cópias) e comprovante de endereço. “Faremos uma visita à casa do interessado para averiguar se ele possui condições de cuidar do animal. Depois disso, monitoramos se está sendo bem tratado. Caso não esteja, retiramos o animal e entramos com queixa contra a pessoa”, finalizou Denise. (PB)