Superlotação no Hospital da Criança é devida à falta de pediatras. O Jornal da Manhã vem recebendo diversas reclamações de usuários
Superlotação no Hospital da Criança é devida à falta de pediatras. O Jornal da Manhã vem recebendo diversas reclamações de usuários, sobre a demora no atendimento no Hospital da Criança. Entretanto, o fato acontece, segundo a diretora do hospital, Maria Rita Carniel, por conta da falta de profissionais, acarretado por baixa remuneração.
O Hospital da Criança é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que tem a missão de ser parceiro da Secretaria Municipal de Saúde. Sendo assim, segundo Maria Rita, o papel do hospital não é de atender a pediatria como um todo, mas sim de ser parceiro do município, ajudar nos atendimentos. Portanto, com a falta de pediatras, problema que acontece em todo país, o hospital está lotado. “E é este o nosso maior problema, a falta de profissionais e a má remuneração, situação que acontece tanto na rede particular, quanto no Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma a diretora.
Segundo Maria Rita, o hospital vem buscando meios de solucionar este problema. Será concluída em outubro uma reforma de uma casa em frente ao hospital, ampliando o número de leitos, serão mais 14. “Isso vem para ajudar de alguma forma. Mas o problema hoje do hospital não é a manutenção, neste caso está em boas condições. O nosso grande problema é o acúmulo de atendimentos no pronto-socorro. O que não está ficando claro, é que o pronto-socorro do hospital deveria ser procurado em caso de urgência e emergência. Casos que poderiam ser resolvidos nas Unidades Básica de Saúde, no posto, no bairro, ou até mesmo com o médico da criança. Mas a mãe vai para o hospital, fica em uma fila de espera de quatro a cinco horas, por conta de problema que poderia ser resolvido na UBS, em no máximo 40 minutos”, explica Maria Rita.
Atualmente existem pediatras nas UBS, nas Unidades de Pronto Atendimento do bairro Abadia e é claro no Hospital da Criança, e a expectativa está na inauguração da UPA do Parque do Mirante, que deve acontecer em breve, onde terão médicos pediatras. “A cidade vem crescendo e a previsão é de uma expansão maior ainda. Há alguns anos atendíamos cerca de 120 crianças no pronto atendimento, sendo que agora são feitos 250. Isto mostra que a população cresceu e precisamos pensar no futuro, quando chegarem a Fábrica de Amônia e Gasoduto, trarão mais pessoas para Uberaba”, afirma.