CIDADE

Falta de professores do curso de Letras da UFTM gera novo protesto

Reitoria da universidade diz que ainda não foi procurada pelos manifestantes, mas que está disposta a discutir a situação e achar soluções

Thassiana Macedo
Publicado em 27/07/2013 às 00:36Atualizado em 19/12/2022 às 11:50
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Cerca de 150 alunos e professores dos cursos de Letras, História, Geografia e Serviço Social da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) realizaram novo protesto contra a falta de professores na instituição. O grupo acendeu velas no saguão principal do Centro Educacional da instituição para reclamar dos prejuízos que o problema poderá trazer para a formação de vários estudantes.

De acordo com representante do Comitê de Mobilização, o professor do Departamento de Literatura da UFTM, Bruno Curcino Mota, o protesto faz parte de uma série de mobilizações iniciadas há mais de 45 dias para alertar a comunidade acadêmica sobre a falta de professores no curso de Letras. “Neste momento estamos sem quatro professores, isso implica em prejuízo para 16 disciplinas que não estão sendo oferecidas aos alunos. E o problema não atinge somente os alunos de Letras, mas também dos outros cursos de licenciatura que vieram apoiar a causa. Ainda não tivemos resposta da reitoria e estamos preparando novo ato para entregar pessoalmente uma carta de reivindicações nas mãos do reitor. É um problema sério, pois temos alguns professores sobrecarregados com aulas e muitos alunos correm o risco de perder o semestre”, destaca.

O ato está previsto para acontecer na próxima quinta-feira (1º de agosto), às 16h. Manifestantes partirão do prédio do Centro Educacional até o Centro Educacional e Administrativo para entregar carta de reivindicações que incluem desde a falta de professores até outras solicitações dos estudantes, como melhorias na assistência estudantil, construção do restaurante universitário, entre outras. Mota explica que o problema afeta tantas disciplinas porque Letras é um dos poucos cursos, sobretudo de licenciatura, que oferecem aulas de Libras, leitura, produção e interpretação de textos. “A partir do momento em que sofremos com a falta de professores, outros cursos também são afetados. Já tivemos outros momentos em que também faltavam professores, mas a situação se agravou muito, já que em um só momento faltam quatro professores em um curso, o que afeta várias turmas”, frisa.

Um dos argumentos apresentados para a falta significativa de professores, segundo o representante do Comitê de Mobilização, é o de que a portaria do Ministério da Educação que autorizava a contratação de professores temporários venceu e não pode ser renovada. “Só que foram liberadas para a UFTM 44 vagas, mas 37 delas estão congeladas porque são para campi que ainda vão abrir em Araxá e Iturama. Esta é uma das nossas maiores indignações, porque um dos cursos que serão abertos em Araxá é de Letras, sem discussão interna. Se abrissem o curso hoje, haveria mais três professores, mas faltam quatro em Uberaba, enquanto as vagas estão congeladas para Araxá”, completa Bruno Curcino Mota.

Através de sua assessoria de imprensa, o reitor Virmondes Rodrigues Junior, que está de férias, comunicou que em momento algum foi procurado pelos alunos da universidade para agendar uma reunião, mas ressalta que a reitoria está aberta para discutir a questão, realizar um diagnóstico da situação e buscar soluções. Virmondes Junior afirma que até a próxima semana haverá uma reunião com o pró-reitor de Ensino, Alcir Mário Karwoski, para discutir a situação.

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