Além disso, a falta de professor é outro problema grave. De acordo com Edmar, existe déficit muito grande de profissionais em disciplinas do Departamento de Ciência do Esporte, por exemplo, que precisam ser ministradas por profissionais que não foram testados para essa modalidade. “É preciso fazer remanejamento para que os alunos não deixem de ter a disciplina, e eles perdem com isso, pois aquela disciplina não está sendo ministrada por um especialista, pois, como sabemos, o profissional assim que se forma sempre tem uma especialidade”, afirma.
E os alunos estão realmente se sentindo prejudicados. Representando todo o grupo, o aluno do 8° período Guilherme Montandom diz que as reivindicações já foram repassadas à reitoria, entretanto nunca houve um posicionamento oficial, um compromisso de que as condições iriam melhorar. “Fico preocupado com meu futuro, inclusive, nos estágios estamos totalmente defasados, não é possível estagiar nas várias áreas que a educação física abrange, não temos espaço para trabalhar”, afirma.
Procurada, a assessoria de imprensa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro revelou que ainda ontem o reitor da instituição, Virmondes Rodrigues Junior, se reuniria com representantes do curso de Educação Física e que somente após este encontro estaria divulgando um posicionamento. Até o fechamento desta edição nenhuma informação a este respeito havia sido encaminhada à reportagem.