Ainda sem resultados concretos da negociação com a iniciativa privada, o município não tem previsão para começar a contratação da equipe que atuará no monitoramento
Jairo Chagas
Na sexta-feira, 27, homens trabalhavam no entroncamento das avenidas Dr. Odilon Fernandes com a Fidélis Reis
Câmeras de vigilância começaram a ser instaladas nas ruas de Uberaba, mas falta de recursos para bancar a manutenção do sistema pode atrasar a entrada em funcionamento do programa Olho Vivo. A Prefeitura tenta negociar contribuição de empresas para subsidiar as despesas com pessoal e outros encargos.
No convênio firmado com o Estado, o governo mineiro ficou responsável pelo investimento na aquisição da aparelhagem e instalação do sistema. Ao município compete a despesa para manutenção do programa, inclusive a contratação de pessoal para o monitoramento das câmeras na central. A Prefeitura estima desembolso anual de R$ 1,1 milhão para custeio do Olho Vivo.
O secretário municipal de Governo, Wellington Cardoso, informa que ofícios foram enviados aos bancos para discutir a repartição da despesa, mas nenhum posicionamento foi dado à Prefeitura até o momento. “Considerando que todas as instituições financeiras têm agências no circuito das câmeras e serão diretamente beneficiadas com o sistema, estamos esperando a resposta do segmento”, pondera.
Em paralelo, o secretário ressalta que contato também já foi feito com a liderança do G9 para mobilizar os empresários para contribuir com a manutenção do Olho Vivo. Segundo ele, a entidade está fazendo trabalho corpo a corpo com os lojistas para viabilizar auxílio financeiro.
Ainda sem resultados concretos da negociação com a iniciativa privada, Cardoso informa que o município não tem previsão para começar a contratação da equipe que atuará na central de monitoramento. O convênio prevê entre 36 e 46 pessoas para o serviço.
Questionado, Cardoso descarta a possibilidade de remanejar policiais para o trabalho de monitoramento das câmeras na central que será instalada na 5ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp). O secretário justifica que a medida significaria efetivo menor nas ruas, o que não seria interessante para o programa. “A Prefeitura continua trabalhando com o prazo para implantação efetiva do Olho Vivo antes das festas de fim de ano, mas tudo depende de acordo com os bancos e as empresas”, argumenta.