As recentes mudanças no trânsito e a retirada de sinalizações horizontais e verticais chamaram a atenção da psicóloga Denise Borges, residente na região central da cidade. Na manhã de ontem, em participação no programa Linha Aberta, da Rádio JM 730kHz, ela questionou a falta de sinalização na principal avenida da cidade, a Leopoldino de Oliveira, onde, em vários cruzamentos, não existe sequer a faixa de pedestres.
Para Denise, a Secretaria Municipal de Trânsito precisa demonstrar mais atenção para este caso. “Enfrentamos todas as dificuldades possíveis ao transitar a pé pela Leopoldino. Desde a calçada, onde sempre há uma obstrução, até o simples ato de atravessar, que é uma verdadeira aventura”, declarou, lembrando que o cruzamento entre a avenida e a rua Artur Machado, situado exatamente no centro, não conta com a faixa destinada à travessia de pedestres. “Na época do Natal tivemos uma movimentação imensa e só quem vive e passa por isso sabe o absurdo que é. Hoje, os pedestres estão tendo que contar com a boa vontade dos motoristas e esperamos também contar com a bondade dos nossos governantes”, disse.
A psicóloga também apontou outra falha: a retirada do semáforo que ficava em frente do Banco do Brasil e da praça dos Correios, na mesma avenida Leopoldino de Oliveira. No local, o fluxo de pedestres continua intenso. Porém, eles não contam mais com a segurança da faixa e do sinaleiro. “Apesar de pedestre, eu também tenho carro. E sei, pela lei, que a prioridade é do pedestre. Mas aqui em Uberaba isso não tem sido respeitado”, concluiu.
De acordo com Wellington Cardoso Ramos, que responde interinamente pela Secretaria de Trânsito, as reclamações da psicóloga procedem. No entanto, ele lembra que apenas recentemente houve a liberação da avenida Leopoldino de Oliveira após as obras do projeto Água Viva. De acordo com ele, em breve toda a região central terá intervenções no que diz respeito à sinalização vertical e horizontal e demais benfeitorias.
Quanto ao semáforo mencionado, ele foi retirado quando das obras e também deve retornar logo que possível. Lembrando ainda que, “além das limitações oriundas do projeto Água Viva, estamos vivendo um período de transição, mas ressalto que, mesmo com todas as dificuldades encontradas na Prefeitura, as adequações necessárias já estão sendo providenciadas e serão feitas muito em breve”, conclui.