Criança morreu 16 horas após o parto no Hospital de Clínicas da UFTM e a família faz acusações...
Criança morreu 16 horas após o parto no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e a família acusa equipe médica de negligência.
De acordo com relato da avó materna, Cleusa Gonçalves Silva, sua filha deu entrada no HC na manhã de sábado (22), com 36 semanas completas de gestação. “Ela pedia a cesariana, devido ao tamanho do bebê, conforme mostrava o exame de ultra-som e pela indicação da médica que acompanhou o pré-natal”, explica.
Entretanto, a equipe médica de plantão teria resolvido induzir o parto normal. Só à noite, por volta de 21h, a funcionária pública Regiane Cristina da Silva, 27 anos, entrou na sala de cirurgia com sete dedos de dilatação. O parto se complicou, com a elevação da pressão arterial da mãe, provocando um choque. “A dilatação não era suficiente. A criança era graúda, nasceu com mais de 4,5 quilos. Os médicos sabiam, mas preferiram dar vários piques na minha filha, provocando mais de 30 pontos, ao invés de realizar a cesariana. A demora acabou provocando asfixia da criança. Ela nasceu completamente roxa”, desabafa Cleusa.
Na certidão de óbito aparecem como causa da morte da criança disfunção de múltiplos órgãos, choque e asfixia perinatal grave. Abalados com a morte da filha, nem Regiane e nem o pai da criança, o operador de máquinas Márcio Antônio Pamplona, quiseram falar com a reportagem.
A recém-nascida Nathale Vitória Silva foi sepultada ontem, às 16h, no cemitério da Medalha Milagrosa. A avó pede justiça em meio à dor da perda da neta. “A criança ninguém pode trazer de volta, mas alguém deve fazer alguma coisa para esse hospital deixar de fazer tantas famílias sofrerem por erro médico.”
Contatada pela reportagem, a assessoria de imprensa da UFTM informou que a direção do Hospital de Clínicas já está ciente do caso e averiguando o procedimento realizado com a paciente Regiane Cristina da Silva no fim de semana. Uma resposta ao caso deverá ser divulgada ainda hoje pela direção do hospital.