Parentes dizem que paciente de 90 anos aguardou vaga hospitalar na unidade; SEU informa que pedidos de internação dependem da Central de Regulação
A família de um idoso de 90 anos procurou o vereador Thiago Mariscal e, posteriormente, o Jornal da Manhã para relatar dificuldades durante o atendimento prestado ao paciente na UPA São Benedito, em Uberaba. Os parentes questionam a demora para uma transferência hospitalar e afirmam ter buscado informações sobre o andamento do caso. A Sociedade Educacional Uberabense (SEU), responsável pela gestão das UPAs São Benedito e Mirante, informou ao Jornal da Manhã que tem conhecimento da situação e afirmou que todos os protocolos assistenciais aplicáveis foram observados pelas equipes.
Segundo os familiares, o paciente deu entrada na unidade na quarta-feira (30), levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com quadro de insuficiência cardíaca e derrame pleural. De acordo com o relato, ele chegou com dificuldade respiratória e recebeu oxigênio após a entrada na unidade.
A família afirma que, inicialmente, o idoso permaneceu em uma cadeira na sala de observação devido à falta de maca disponível. Após a realização de exames, os parentes relatam que foram informados sobre uma solicitação de transferência hospitalar, mas que não tiveram acesso a documentos ou informações sobre o andamento do pedido. “Ele tem 90 anos, tem insuficiência cardíaca, derrame pleural, e a gente fica sem saber qual é o próximo passo. O que nós queríamos era uma orientação e entender o que estava acontecendo com ele”, relata uma familiar.
Ainda segundo os parentes, o paciente permaneceu por mais de 24 horas na unidade aguardando uma vaga hospitalar. A família também afirma que conseguiu acompanhar parte dos exames realizados, mas não teve acesso aos exames de imagem.
Em nota enviada ao Jornal da Manhã, a Sociedade Educacional Uberabense (SEU), responsável pela gestão das UPAs São Benedito e Mirante, informou que as equipes multiprofissionais adotaram todas as medidas necessárias para garantir a assistência ao paciente durante a permanência na unidade.
A instituição informou que não pode divulgar informações individualizadas sobre o caso, como exames, evolução médica ou eventual solicitação de transferência, devido ao sigilo profissional e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Em relação às informações referentes ao quadro clínico, exames, evolução médica e eventual solicitação de transferência hospitalar, a instituição está legalmente impedida de fornecer quaisquer dados individualizados em razão do dever de sigilo profissional”, informa a gestão.
Segundo a nota, quando há indicação de internação hospitalar, os pedidos são encaminhados à Central Municipal de Regulação, responsável pela disponibilização de vagas. A SEU ressalta que as UPAs não definem o momento da liberação dos leitos.
A administração também informou que as unidades enfrentam um período de alta demanda, com mais de 20 mil atendimentos mensais nas duas UPAs e aumento no número de pacientes em observação aguardando internação.