SEU contesta relato e afirma que mulher realizou exame na própria cadeira de rodas
A família de uma paciente de 70 anos, com mobilidade reduzida, questiona a forma como ela teria sido atendida durante um exame realizado nesta quinta-feira (17) no Hospital Regional, em Uberaba. Segundo a filha, a mãe teria sido orientada a ficar em pé para ser transferida para uma maca, apesar da dificuldade de locomoção. A Sociedade Educacional Uberabense (SEU), responsável pela administração do hospital, contesta o relato e afirma que o exame foi realizado na própria cadeira de rodas, sem necessidade de transferência para a maca.
De acordo com a filha, a paciente utiliza cadeira de rodas e precisa de apoio para conseguir se levantar. Ela afirma que a mãe foi encaminhada ao hospital para realizar um ecocardiograma e que, inicialmente, um profissional teria solicitado que ela ficasse em pé para que fosse colocada na maca.
Segundo o relato, a família explicou que a paciente não conseguiria fazer a transferência sem auxílio de um andador, que havia ficado no carro. Ainda conforme a filha, houve uma tentativa de encontrar outra forma de realizar o procedimento, até que o exame acabou sendo feito com a paciente na própria cadeira de rodas. A filha afirma que a situação gerou preocupação porque uma eventual queda poderia agravar as limitações de mobilidade da mãe.
Ela também relata que o profissional teria mantido uma postura que considerou grosseira durante o atendimento. Segundo o familiar, após a paciente agradecer o procedimento e desejar um bom dia, não teria recebido resposta. “Precisa ter respeito. Como uma pessoa, né? A gente, quando chega aqui, procura se educar, mas também quer um retorno da educação”, afirmou.
A filha também questionou a ausência de uma alternativa de apoio para a transferência e disse que a família considerou arriscado tentar colocar a paciente em pé diante das limitações apresentadas. Apesar da situação relatada, o exame foi realizado e, segundo a família, concluído normalmente.
Procurada pelo Jornal da Manhã, a Sociedade Educacional Uberabense (SEU) informou que a paciente apresenta mobilidade reduzida e que, justamente por essa condição, o exame foi realizado na cadeira de rodas.
Segundo o hospital, a permanência na cadeira é uma conduta possível para pacientes cadeirantes ou com dificuldade de mobilidade quando a transferência para a maca não é necessária para a realização adequada do procedimento.
A instituição afirma ainda que não houve orientação para que a paciente permanecesse em pé. “Ao contrário, justamente em razão de sua limitação de mobilidade, foi mantida na cadeira de rodas durante o exame, que foi realizado normalmente, sem prejuízo ao procedimento, e já se encontra concluído e liberado”, informa a SEU.
O hospital acrescentou que a assistência considera as condições clínicas e as limitações de cada paciente durante a realização dos procedimentos.
O familiar afirmou que não conseguiu identificar o nome do profissional responsável pelo atendimento e relatou que ele não teria assinado o exame. Questionada sobre a identificação do funcionário, a SEU informou que não divulga dados pessoais e funcionais de seus colaboradores, em observância às normas de proteção dessas informações.