Saída foi formalizada por termo no sábado; gestão afirma que paciente teve melhora clínica enquanto aguardava vaga pela regulação
O idoso de 90 anos que aguardava transferência hospitalar deixou a UPA São Benedito por decisão da família antes da liberação de um leito, segundo a gestão da unidade. A Sociedade Educacional Uberabense (SEU) informou nesta quarta-feira (5) que o paciente havia sido incluído no sistema de regulação, passou por exames e permaneceu em observação até a saída, formalizada pelos familiares.
(Foto/Reprodução)
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Os esclarecimentos foram apresentados durante entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, com a participação do diretor administrativo da SEU, Frederico Ramos, da responsável técnica da UPA Mirante, Brunella Chinem, e do responsável técnico da UPA São Benedito, Alexandre Azambuja.
Por causa do sigilo profissional e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a gestão afirmou que não poderia divulgar detalhes do prontuário, dos exames ou da evolução clínica do paciente. Azambuja, porém, explicou o atendimento prestado e o fluxo adotado para a tentativa de transferência.
Segundo o médico, o idoso passou por exames laboratoriais e de raio-X na própria unidade. Após nova avaliação, a equipe decidiu mantê-lo em observação e solicitou um leito hospitalar pelo sistema de regulação.
“Ele foi incluído na regulação. Foram colocados os critérios técnicos, os critérios clínicos do paciente, sinais vitais, exames complementares e diagnósticos”, explicou.
O paciente permaneceu na UPA enquanto aguardava a transferência. De acordo com Azambuja, a família decidiu retirá-lo da unidade no sábado, mediante a assinatura de um termo. “São orientados os riscos e os benefícios. Mas, por opção da família, com esse termo, não tem como a gente segurar o paciente, não tem como obrigar a ficar”, afirmou.
Ainda segundo o responsável técnico, o idoso apresentou melhora clínica e laboratorial durante o período em que permaneceu em observação. A gestão, no entanto, não informou quanto tempo ele ficou inserido no sistema de regulação nem se havia previsão para a liberação de um leito.
O diretor administrativo da SEU, Frederico Ramos, explicou que a transferência de pacientes depende da Central de Regulação e da disponibilidade de vagas nos hospitais. Enquanto o leito não é liberado, cabe à UPA manter o atendimento dentro da estrutura disponível.
“A nossa função na unidade é continuar o tratamento do paciente dentro da capacidade instalada, dentro dos recursos que aquela unidade tem, até que ele possa ser transferido”, declarou.
Ramos também afirmou que a classificação de risco não considera apenas a intensidade da dor relatada pelo paciente. A triagem leva em conta fatores como pressão arterial, nível de oxigenação, temperatura e outros sinais clínicos, com a utilização de um sistema semelhante ao Protocolo de Manchester.