De acordo com a operadora de caixa Luane Barbosa, a família do aposentado Germano Fernandes da Cruz, de 85 anos, compareceu à Unidade de Pronto Atendimento do bairro São Benedito, por volta das 15h de segunda-feira, 16. O idoso reclamava de fortes dores pelo corpo. Segundo informações de familiares, depois de horas de espera, Germano só foi liberado às 22h, com a condição de retorno na madrugada seguinte, para realização de um exame. Ao voltar à UPA, às 4h, foi liberado e teve o procedimento remarcado para as 17h30 do mesmo dia.
A neta protestou contra a demora no acolhimento do paciente, que é idoso e necessita do auxílio de uma cadeira de rodas para se locomover. Ela contou que, depois de aguardar o exame sem sucesso, e novamente ter a consulta remarcada para a outra madrugada, decidiu tomar providências. “Chegamos faltando quinze minutos para as quatro da madrugada desta quarta-feira e ele só foi atendido às nove horas da manhã. Agora eu pergunt de que vale o Estatuto do Idoso, se nem em uma instituição pública ele é respeitado?”, protestou.
Luane reclamou que o avô não recebeu o atendimento correto e que não há profissionais capacitados nas unidades para apresentar informações aos usuários do serviço de saúde. “Ligamos na Ouvidoria da Secretaria de Saúde, tentamos contato com a diretora da unidade, mas não apareceu ninguém, nenhuma pessoa foi capaz de nos dar esclarecimentos e até os médicos falaram da desorganização das equipes”, concluiu.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde informou que houve falha de comunicação entre as equipes da Unidade de Pronto Atendimento e a família do idoso, mas o problema já foi contornado.