Mais duas mil famílias não realizaram o recadastramento do Cadastro Único. Todos os anos um grupo de beneficiários dos programas sociais do governo federal deve realizar a atualização dos dados pessoais. Todos são avisados através do extrato recolhido no banco, além das visitas que são realizadas pelos membros da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Porém, ao final do prazo sempre há alguns que não fizeram o recadastramento, mas desta vez o número de ausentes foi expressivo.
Na lista encaminhada pelo Ministério do Desenvolvimento Social no inicio do ano passado foram descritas 3.754 famílias que precisavam ter os benefícios revisados. Destas, a secretaria não encontrou, portanto não fez o recadastramento, 2.216 famílias, estas já estão com os benefícios suspensos.
De acordo com a coordenadora do Núcleo de Assistentes Sociais, Vânia Guarato, grande parte das pessoas que não atualizaram os dados é referente a benefícios como do programa Minha Casa Minha Vida, do passe interestadual do idoso e desconto na energia. Sendo que foram poucos os ausentes que possuem o Bolsa Família, cerca de 700.
Mais uma vez, Vânia ressalta que o problema para não atingir 100% do recadastramento foi a dificuldade de encontrar as famílias, muitas mudaram de residência, mas não comunicaram a secretaria. Vale lembrar que o prazo para recadastramento terminou no dia 30 de dezembro e os que não fizeram terão o benefício suspenso esse mês. “Para estes é preciso que busquem Centros de Referência de Assistência Social (Cras) para fazer a revisão. A secretaria, por sua vez, entra em contato com o ministério para desbloquear o benefício, se ainda tiver direito de receber. Mas este é um processo que demora um pouco, em alguns casos a pessoa chega a ficar de dois a três meses com o benefício suspenso”, explica a coordenadora, lembrando que o beneficiário ainda corre o risco de ter a ajuda cancelada.