SINAIS

Febre sem explicação pode indicar infecção urinária em crianças pequenas, alerta pediatra

Sandro Penna reforça que sinais variam conforme a idade e que diagnóstico precoce evita complicações

Débora Meira
Publicado em 24/05/2026 às 14:47
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O especialista reforça que hábitos simples do dia a dia podem ajudar na prevenção da infecção urinária, especialmente a ingestão adequada de água (Foto/Divulgação)

A infecção urinária é uma das ocorrências mais comuns entre as crianças e, nas menores, pode se manifestar principalmente por febre isolada, sem outros sintomas evidentes. O alerta é do nefropediatra Sandro Penna, que destaca a importância de identificar precocemente os sinais para evitar complicações e investigar possíveis alterações no trato urinário. 

Segundo o especialista, o quadro é mais frequente em meninas e se apresenta de forma diferente conforme a idade da criança. “Em crianças menores, o principal sintoma costuma ser febre. Já nas maiores, aparecem sinais mais típicos, como dor para urinar, dor abdominal, dor suprapúbica e até dor lombar”, explica. 

Nas crianças maiores, que já conseguem relatar desconfortos, os sinais costumam ser mais claros e ajudam no diagnóstico mais rápido. Entre eles estão dor ao urinar, urgência urinária e até alterações no comportamento, como evitar ir ao banheiro por dor ou incômodo. 

O especialista reforça que hábitos simples do dia a dia podem ajudar na prevenção da infecção urinária, especialmente a ingestão adequada de água. “A ingestão de água ajuda a prevenir infecção urinária porque faz com que a bexiga seja esvaziada com mais frequência, reduzindo a chance de proliferação de bactérias”, afirma. 

Segundo ele, a hidratação deve ser uma atenção constante, inclusive em períodos mais frios, quando é comum a redução do consumo de líquidos. 

Outro fator importante é o funcionamento intestinal. A constipação, segundo Sandro Penna, pode aumentar o risco de infecção urinária. “O intestino preso pode pressionar a bexiga e dificultar o esvaziamento adequado, o que favorece infecções. Por isso, alimentação equilibrada e hábitos intestinais regulares são fundamentais”, orienta. 

Além disso, o médico destaca que não segurar a urina é uma medida preventiva importante. A recomendação é que a criança vá ao banheiro sempre que sentir vontade, evitando retenção prolongada. 

A atenção aos sinais de alerta é fundamental para determinar o momento de buscar atendimento médico. Casos persistentes ou com sintomas mais intensos devem ser avaliados com urgência. “Se a criança apresenta dor para urinar, dificuldade para urinar, febre sem causa aparente, dor abdominal ou dor nas costas, é importante procurar atendimento médico para investigação”, alerta Sandro Penna. 

O nefropediatra chama atenção ainda para um grupo mais vulnerável: crianças menores de dois anos. Nessa faixa etária, além da maior incidência de infecção urinária, há maior risco de que o quadro esteja associado a alterações no trato urinário. “Em crianças pequenas, a infecção urinária pode ser um sinal de malformação no sistema urinário. Por isso, nesses casos, é fundamental investigar com exames complementares”, explica. 

O diagnóstico e o acompanhamento são conduzidos pelo pediatra ou nefropediatra, podendo incluir exames laboratoriais e de imagem, dependendo de cada caso. 

A recomendação geral é que pais e responsáveis fiquem atentos a febre sem explicação, mudanças no padrão urinário e sinais de dor, buscando atendimento precoce para evitar complicações. 

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