CIDADE

Fechamento de museu causa revolta nos moradores de Peirópolis

Comunidade de Peirópolis está revoltada com o anúncio de que o Museu dos Dinossauros será fechado seis meses para reforma

Fernando Natálio
Publicado em 15/09/2010 às 00:23Atualizado em 20/12/2022 às 04:20
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Comunidade de Peirópolis está revoltada com o anúncio de que o Museu dos Dinossauros será fechado seis meses para reforma e com a possibilidade de os fósseis serem removidos para Uberaba durante este período, que chegou a ser cogitada. Márcio Menezes Resende, vice-presidente do Conselho Comunitário de Peirópolis, informa que esta intenção do Complexo Cultural e Científico de Peirópolis/UFTM (CCCP) será combatida pelos moradores do bairro rural.

Problemas no teto do prédio, em partes elétrica e hidráulica e a necessidade da ampliação de alguns espaços, como laboratórios, seriam as motivações para a reforma. Mas, para Márcio, se a reestruturação do local tiver mesmo que ser feita, os fósseis deveriam ser transferidos para o prédio da Rede Nacional de Paleontologia.

“Se os fósseis forem retirados de Peirópolis, todo o movimento daqui acabará. Hoje, esta comunidade tem o maior fluxo turístico de Uberaba”, destaca. “Chegamos a contar com mais de mil visitantes em um fim de semana e mais de 40 pessoas dependem deste movimento para seguir empregadas”, protesta Márcio.

O vice-presidente do Conselho Comunitário de Peirópolis lembra que esta não é a primeira decisão do CCCP criticada pelos moradores do bairro rural. “Esta nova direção definiu não abrir o Museu às segundas-feiras. No dia 7 de setembro, o feriado foi na terça-feira e recebemos muitas visitas turísticas neste dia e na segunda-feira também, pois muitos aproveitaram para emendar. No entanto, o Museu estava fechado na segunda e perdemos muito movimento no comércio local e no complexo turístico”, lamenta.

Justificativa do coordenador do CCCP, professor Vicente de Paula Antunes, para a decisão de fechar o Museu na segunda-feira é a pequena quantidade de funcionários, mesmo contando com 13 disponibilizados pela Prefeitura e mais 10 terceirizados. “Temos problemas, pois eles têm que ser divididos com a Rede Nacional, e há ausências provocadas por folgas e férias”, afirma Vicente.

Estratégia. Coordenador do CCCP confirma também a reforma do Museu, orçada em R$ 3 milhões, que deverão vir do Ministério da Ciência e Cultura e da Secretaria de Estado da Ciência e Cultura, mas garante que não irá remover os fósseis para Uberaba. “Tentaremos manter no próprio Museu, fechando-o apenas parcialmente para reformas. Se não der, levaremos os materiais para o prédio da Rede Nacional. Mas, lá, ainda não sabemos se poderemos manter as visitações, pois as instalações da Rede Nacional não estão adaptadas para receber e expor estes materiais”, conclui.

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