Fot Neto Talmeli
Tomate é um dos produtos que registraram aumento, saindo de R$2,50 para R$4,50 nos últimos meses
Feirantes relatam queda nas vendas de verduras, frutas e legumes. Luisa Okano é feirante há muito tempo e está presente em quase todas as feiras, tanto no período noturno quanto na parte da manhã, e, de acordo com ela, este ano não está sendo nada bom para o setor.
O faturamento caiu significativamente e as pessoas estão deixando de comprar, e, quando compram, é bem menos que antes. “Sinto que o consumidor está sem dinheiro, compra apenas o essencial. Normalmente vendia em torno de R$300 em uma feira matutina, por exemplo, agora não passa de R$200, e para conseguir isto é preciso ser criativa, fazendo promoções e vendendo mais barato o que sobra”, explica Luisa, ressaltando que não é apenas as vendas que caíram, o movimento nas feiras também já não é mais o mesmo, são poucas pessoas circulando.
Quanto aos preços, a feirante destaca o tomate e o limão, produtos que tiveram alta nos últimos dias. “O tomate, que antes era vendido a R$2,50 o quilo, hoje está R$4,50, e o limão subiu de R$4,50 para R$5,90, e são produtos que as pessoas não deixam de comprar, mas não tanto quanto antes”, afirma a feirante, lembrando que a mandioca é o único produto com preço estável há bastante tempo, no valor de R$2,90 o quilo.
Enquanto isso, na Ceasa, o gerente Artur Batista de Paiva Neto destaca que o clima mais quente não deverá afetar os preços dos hortifrutigranjeiros. “A temperatura alta normalmente é ruim para alimentos folhosos, como a alface, couve e rúcula. Contudo, mesmo com uma oferta ligeiramente reduzida, Uberaba é autossuficiente em relação à produção destes vegetais. Até o momento não houve nenhum impacto expressivo”, prevê o gerente.
Artur afirma ainda que o inverno deste ano caracterizou-se pela ausência de geada, fator que contribuiu para o aumento na produção de determinados alimentos que, de outra forma, ficariam mais caros. “Como não tivemos geada, produtos como a batata, a cebola e o tomate não ficaram mais caros, como normalmente acontece”, destaca o gerente.