Foto/Neto Talmeli
Período de férias pode levar o zika vírus a outras regiões do país. A maioria dos casos da doença vem surgindo no Nordeste brasileiro, um dos locais mais visitados nas férias de verão. Assim, surge a preocupação sobre a proliferação dos casos para outros estados.
Zika vírus é uma doença transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue e a chikungunya, e os primeiros casos surgiram no Nordeste, no período da Copa do Mundo de 2014. Até então uma doença parecida com a dengue, porém mais amena. Contudo, através de exames, casos de microcefalia em bebês começaram a ser relacionados com o zika vírus e, agora, também casos da síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara que afeta o sistema nervoso e que pode provocar fraqueza muscular e paralisia de braços, pernas, face e musculatura respiratória.
“Começa agora o período de férias e de viagens e existe a possibilidade de alguém ter contato com o mosquito contaminado em outros estados. Portanto, a doença pode ser levada a outras regiões. Em Minas Gerais, até o momento não foi identificado nem um caso comprovado de zika, surgiram casos suspeitos em Belo Horizonte e em Uberlândia, que já foram descartados. Mas isso não significa que estamos imunes, é preciso combater o mosquito e ter cuidado nas viagens”, explica Fabiana Prado, médica da Secretaria Municipal de Saúde e delegada do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais.
Assim, Fabiana destaca que a pessoa deve evitar ser picada pelo mosquito, usar repelente (deve ser sempre usado depois de passar algo no corpo, como protetor solar e hidratante), e até grávida pode usar – na dúvida, ela pode procurar um médico de confiança para pedir orientações –, as pessoas podem também usar roupas mais compridas. E, para dormir, usar mosquiteiro nas camas e o cuidado básico que todos devem ter: evitar a proliferação do mosquito, por isso não pode ter água parada.
Contudo, a médica destaca que não há motivos para pânico, e sim para atenção e cuidado. O secretário municipal de Saúde, Marco Túlio Cury, afirma que é preciso ficar atento, é um assunto novo, mas, sobretudo, é preciso que todos se unam no combate ao mosquito. “Em Uberaba não temos caso de zika, mas a doença está se alastrando pelo país rapidamente”, finaliza o secretário.