De acordo com a servidora estadual aposentada Roseli Mariano da Silveira, a festa realizada pela Prefeitura durante o carnaval não foi muito agradável para quem mora na região
Moradores do entorno do Mercado Municipal pedem a troca do local em que a Prefeitura vai realizar evento que antecederá o réveillon. Dentro da programação anunciada pela Fundação Cultural, será realizada nos dias 28 e 29 de dezembro festa com marchinhas de carnaval próximo ao Mercado Municipal. Entretanto, a notícia não agradou a alguns moradores da região, pois, segundo eles, assim como aconteceu no carnaval deste ano, o evento no mesmo local vai trazer transtornos.
De acordo com a servidora estadual aposentada Roseli Mariano da Silveira, a festa realizada pela Prefeitura durante o carnaval não foi muito agradável para quem mora na região. Todos se sentiram incomodados, pois, além dos transtornos com o barulho de som alto, também tiveram dificuldades para chegar em casa, pois as ruas da região ficaram interditadas e o acesso de veículos às garagens ficou prejudicado. Na oportunidade, a equipe de reportagem do Jornal da Manhã chegou a receber algumas reclamações de comerciantes, pois, com as ruas interditadas, os clientes, principalmente turistas, tinham dificuldades de acesso às lojas.
“Não tenho nada contra as marchinhas, até gosto bastante, mas também precisamos descansar. Todo mundo que participa da festa vai embora para casa descansar e quer silêncio, mas no nosso caso não, é impossível descansar com esse barulho no ouvido, que foi tão alto que chegou a tremer as janelas da minha casa”, explica a servidora, que pede para que o evento não aconteça no local.
Roseli reafirma que não é contra o evento, concorda que ele deve ser realizado, mas em Uberaba existem locais para isso, como a praça da Concha Acústica, por exemplo, que tem palco e bancos para o pessoal se sentar, ou o CentroPark, que foi construído justamente em um local afastado para abrigar evento sem hora para acabar. “Quanto aos shows aos domingos no Mercado Municipal, também não nos incomodamos, pois era em horário acessível, com a tarde toda para descanso. O que a gente não aceita são essas festas como teve no carnaval, que não têm hora para acabar e o som é realmente muito alto, o barulho parece estar dentro do meu quarto”, afirma.
Os moradores procuraram a Fundação Cultural em busca de uma saída para problema, mas, de acordo com Roseli, a impressão é de que nada será feito. “Se temos a possibilidade de pedir um presente de Natal, pediria para que esse evento mudasse de local, não quero passar por aquele incômodo novamente”, afirma Roseli.