CIDADE

Formas alternativas de captação de água são discutidas na CMU

O requerimento para estudo de viabilidade de captação de água do Aquífero Guarani deve ser entregue ao poder Executivo

Publicado em 05/11/2014 às 11:47Atualizado em 17/12/2022 às 02:52
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A crise de falta da água, que atormentou Uberaba no último mês, voltou a ser pauta de debate no Legislativo. Ontem, terça-feira (4), o vereador Ismar Vicente dos Santos – Marão (PSB) apresentou um requerimento solicitando ao prefeito Paulo Piau, que sejam feitos estudos para captação de água no Aquífero Guarani.

De acordo com o vereador, novas alternativas de captação de água para o abastecimento de Uberaba poderiam ser uma solução viável para a escassez. “Devido à situação atual sobre o abastecimento precário de água em nossa cidade, é necessário um estudo do assunto exposto, por ser uma grande reserva subterrânea”, disse.

A Aquífero Guarani é a maior reserva de água potável do mundo e já abastece oito estados brasileiros, mais quatro países da América do Sul. Em Minas Gerais, apenas uma pequena parcela do Triângulo Mineiro está apta a extrair água da reserva subterrânea.

Diversas cidades Brasileiras já utilizam o aquífero como forma de abastecimento. Ribeirão Preto/SP é inteiramente abastecido pela reserva. Já em estados como Santa Catarina e Paraná, a água é classificada como não potável. Em Minas Gerias e outros estados ainda devem ser feitos estudos.

De acordo com estudos a aquífero abrange uma população de 15 milhões em toda sua extensão de 1.200.000 km². A possibilidade de extração da água é definida devida a sua salinidade (águas salobras). Mesmo com sua extensão e capacidade de abastecimento, outro problema apontado por estudos é o risco de contaminação da água do aquífero.

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