O mercado de climatizadores e de aparelhos de ar-condicionado está aquecido na mesma proporção do calor dos últimos dias
O mercado de climatizadores e de aparelhos de ar-condicionado está aquecido na mesma proporção do calor dos últimos dias. O aumento da temperatura, que teve início no mês de julho, fez com que os estoques das fábricas acabassem. Por isso, o uberabense tem encontrado dificuldades para adquirir estes aparelhos no comércio. Em algumas lojas existe até lista de espera.
De acordo com o gerente-geral de loja de departamento Eli Dias Ferreira Jr., as vendas começaram a acelerar no mês passado e pode-se dizer que o aumento na comercialização superou os 100%. “A gente não está dando conta de atender à demanda. Não está tendo ar-condicionado ou climatizador na loja para vender. A própria fábrica está com dificuldades de entrega”, diz. O valor em média de um climatizador é de R$300 e o ar-condicionado é encontrado até o valor de R$1.299. Eli fala que o que tiver em loja de produtos relacionados com refrigeração do ambiente vende no mesmo dia.
Em outra loja de departamento também não há mais estes produtos e a saída encontrada foi criar uma lista de espera. O gerente desta loja, Marco Aurélio de Sá, comenta que dentro da linha de refrigeração o aumento nas vendas foi de 70% e só não vende mais porque não tem produto no estoque. “Já faz sete dias que a venda destes produtos parou por não ter mais ventilador, climatizador ou ar-condicionado. Este último item até vinha com vendas menores, porque o climatizador está tomando conta do mercado”, afirma.
O gerente afirma que para o climatizador não tem nem previsão de entrega para passar para o cliente e a tendência é continuar assim. “Estamos trabalhando com encomenda. Tem cliente que fica sentado na loja esperando o caminhão descarregar para levar o produto”, conta. Para explicar o motivo de tanta procura, Marco Aurélio ressalta que o poder aquisitivo das pessoas melhorou e o forte calor pegou a população de surpresa. “Ninguém esperava este calor nesta época do ano, nem a empresa fabricante”, fala.