CIDADE

Funcionário demitido diz ter sido coagido a devolver acerto à firma

Segundo ele, ao ser demitido da empresa onde trabalha, após desentendimento com outro funcionário, foi coagido a devolver o dinheiro

Publicado em 09/03/2013 às 00:45Atualizado em 19/12/2022 às 14:19
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Mecânico de Uberaba denuncia ter sido vítima de coação ao Jornal da Manhã. Segundo ele, ao ser demitido da empresa onde trabalha, após desentendimento com outro funcionário do local, foi coagido a devolver o dinheiro do acerto por outro funcionário da empresa, a mando do proprietário.

O acerto foi realizado dentro do previsto, no Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico. Estavam presentes o trabalhador demitido, Rodrigo Dias, o presidente do sindicato, Reginaldo Aparecido Dias de Lima, e um contador, a mando da empresa.

Ao sair do local, Rodrigo foi seguido pelo contador, que queria que ele devolvesse o dinheiro do acerto para a empresa da qual ele havia acabado de se desligar. Apavorada com a situação, a noiva de Rodrigo, que estava no local à sua espera, chamou a Polícia Militar e registraram boletim de ocorrência relatando a situação. “O trabalhador acaba sendo coagido por desconhecer a lei, meu noivo já presenciou o abuso do proprietário muitas vezes dentro da empresa, queremos que isso não aconteça novamente”, relata a noiva Joelma Cabuci da Silveira.

“Eu presenciei toda a cena. O empregado que foi fazer o pagamento coagiu o rapaz para que ele devolvesse o dinheiro, é a primeira vez que isso acontece no sindicato; que ele faz pressão e ameaças com os funcionários nós já temos conhecimento”, conta o presidente do sindicato, Reginaldo Aparecido.

A empresa alega que o acerto foi feito dentro da normalidade, e o proprietário cogita um possível esquema para prejudicar a empresa. “Fomos fazer o acerto e houve uma simulação para prejudicar a empresa, inclusive o meu funcionário abrirá um processo contra ele por calúnia”, informa o gerente administrativo Elias Duarte Martins. “Esse funcionário foi desligado da empresa por ser complicado, isso tudo faz parte de uma jogada para que ele possa nos levar na Justiça”, conta Elias. Segundo ele, em nenhum momento foi solicitado que o dinheiro fosse devolvido, o gerente ressalta ainda a idoneidade da empresa, que possui 27 anos de mercado e mais de 50 funcionários já passaram pelo local.

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