CIDADE

Funcionários da Cemig fazem ato e param 90% da categoria

Depois de negociações frustradas, trabalhadores de Uberaba e Uberlândia permaneceram ontem na porta da empresa para tentar mais uma negociação com a diretoria

Geórgia Santos
Publicado em 11/12/2013 às 11:27Atualizado em 19/12/2022 às 09:52
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Fernanda Borges

Sindicalistas realizaram ato na porta da Cemig, na Univerde, para evitar que colegas entrassem para trabalhar

Com o intuito de pressionar diretores da Cemig, eletricitários que estão em greve há 17 dias realizaram manifestação. Depois de negociações frustradas, trabalhadores de Uberaba e Uberlândia permaneceram ontem na porta da empresa para tentar mais uma negociação com a diretoria e, para isto, alguns funcionários que não aderiram ao movimento foram impedidos de entrar, apenas 10% do efetivo conseguiu trabalhar.

Na semana passada, com o mesmo objetivo de pressionar a empresa para uma negociação, 2.500 eletricitários realizaram uma manifestação na porta da sede da Cemig em Belo Horizonte. A ação surtiu efeito, pois assim que o presidente da estatal, Djalma Bastos de Morais, chegou, convocou um grupo para negociação. Porém, o índice oferecido pela empresa foi rejeitado em assembleia. “Não atenderam às nossas solicitações. Na pauta pedimos reajuste de 10%, ganho real além da inflação, mas nos ofereceram apenas 1%. Conversamos bastante e baixamos o índice para 5% e nem assim eles cederam. Em conversa com a categoria, reduzimos mais ainda, 2,5%, e mais a inflação, mas até agora não nos convocaram para mais uma (Sindieletro-MG), Samuel Antônio Chagas.

O reajuste é apenas uma das solicitações da categoria, que faz um alerta, principalmente quanto aos acidentes de trabalho. Hoje na empresa acontece uma morte a cada 45 dias, o que, para o sindicato, é um número preocupante. Os eletricitários pedem mais valorização, principalmente na participação igualitária nos lucros da Cemig, pois quem possui cargos de grande importância, como diretores e gerentes, recebem muitos mais do que os técnicos. “Queremos também o fim das terceirizações e realização de concurso público”, afirma o sindicalista.

Somente nesta terça-feira, 90% dos funcionários da Cemig de Uberaba ficaram sem trabalhar, entretanto, isto não trouxe prejuízos à população, pois os atendimentos externos são realizados pelas empresas terceirizadas. Porém, a grande preocupação é com as usinas. De acordo com Antônio Carlos, as oito usinas do Triângulo Mineiro estão praticamente sem funcionários, apenas alguns técnicos estão trabalhando, isso pode gerar um apagão para a região devido à ausência de profissionais.

De acordo com nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Cemig, na região a paralisação dos eletricitários não afeta o serviço da empresa e nem mesmo o atendimento aos clientes. As negociações ainda continuam, a Cemig já apresentou uma proposta de 5,58% de reajuste, que repõe a inflação, mas o índice ainda não foi aceito pelo movimento.

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