Neto Talmeli
Presidente do Codau espera bom senso por parte da categoria e destaca que o aumento do tíquete representou ganhos salariais que variam de 12,27% a 16%
Trabalhadores do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau) se reuniram na manhã dessa terça-feira com a direção da autarquia para negociação da carga horária da categoria, como vem ocorrendo há algumas semanas. No entanto, não houve acordo e os trabalhadores dizem que vão cruzar os braços a partir desta sexta-feira, 20.
De acordo com o presidente do Sindae, Jasminor Costa, a direção do Codau apresentou proposta de redução de 40 para 36 horas trabalhadas, sendo que o plano de carreira da categoria prevê 30 ou 40 horas. “De manhã, trabalhamos normalmente, mas à tarde não é prestado um serviço de qualidade para a população. Quando chegamos ao serviço, já está na hora de voltar para o Codau e ir embora, por isso queremos reduzir as horas trabalhadas para 30 horas, mas eles não querem. Então, não vamos aceitar”, explicou.
Jasminor considera o plano de carreira da categoria defasado e afirma que, sem o aumento salarial de 11%, reivindicado pela categoria, a vida do trabalhador da autarquia fica ainda mais prejudicada. “A população teria acesso a um serviço bem melhor e, agora, fica com o prejuízo. Então, essa paralisação vai atingir todos os setores do Codau, mantendo os 30% dos trabalhadores, conforme prevê a Lei. Desde já pedimos desculpas aos uberabenses, porque queríamos resolver com a direção, mas não conseguimos”, esclarece.
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