Menos de um mês após reclamações semelhantes, colaboradores afirmam não ter recebido o salário de abril; direção atribui situação a variações no fluxo financeiro
Colaboradores afirmam não ter recebido o pagamento de abril; hospital cita burocracia no fluxo de repasses (Foto/Jairo Chagas)
Menos de um mês após reclamações de atrasos, o Jornal da Manhã recebeu novas denúncias de funcionários do Hospital da Criança, em Uberaba, que afirmam não terem recebido o salário referente ao mês de abril. Segundo relatos, não houve justificativa nem previsão para quando o depósito seria efetuado. Procurada, a direção do hospital explicou que a instituição atua predominantemente com atendimento público, com complementação de convênios, e que, como ocorre em estabelecimentos dessa natureza, podem haver variações pontuais no fluxo financeiro ao longo do período, com reflexos administrativos tratados internamente.
Conforme colaboradores, os atrasos são frequentes. “Ano passado também aconteceu isso, é um absurdo com a gente que tem que pagar contas. Há boatos de que só vamos receber no fim do mês; minhas contas todas vão vencer antes”, desabafa uma funcionária. Já outro colaborador informou pensar em sair do hospital. “A gente até pensa em pedir demissão, mas vamos perder todos os nossos direitos. Não sei se compensa sair ou continuar assim”, ressalta.
Em março, o Jornal da Manhã já havia registrado denúncias semelhantes. Na época, a Prefeitura esclareceu que o Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde, repassa os recursos do Teto MAC (Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade) ao município após o quinto dia de cada mês, podendo haver variação na data de transferência conforme o processamento mensal.
Em nota, o Hospital da Criança afirmou que a situação foi pontual e reafirmou seu compromisso com a regularização das obrigações. “O Hospital permanece firme em seu compromisso com a assistência de qualidade às crianças atendidas, bem como com o respeito e valorização de seus profissionais. Eventuais atrasos pontuais podem ocorrer devido à burocracia do fluxo de repasses, circunstância que foge ao controle direto da instituição”, finaliza.