Para comemorar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado hoje, Fundação Gregório Baremblitt, realizou, na manhã desta quinta-feira, ato público com a tradicional passeata da instituição, realizada há mais de 20 anos com usuários, terapeutas e membros da comunidade local, sobretudo estudantes.
O grupo saiu da sede da Fundação Gregório Baremblitt, na rua Capitão Domingos, e seguiu até o Mercado Municipal.De acordo com a coordenadora da Fundação, Maria de Fátima Oliveira, o intuito principal é o esclarecimento da comunidade, de modo a fazer com que haja convivência dos doentes mentais com a população, no sentido de eliminar o preconceito. “Se a nossa luta continua, é porque a reforma psiquiátrica ainda não foi completada. São processos abertos. Com muita luta, a lei foi modificada, e, sob um outro entendimento, ou outro olhar da sociedade, agora os deficientes mentais não precisam mais ficar trancafiados em manicômios. Assim, foi criada uma rede substitutiva, por meio dos CAPs e outros serviços. Mas ainda há uma infinidade de coisas para serem criadas, por isso a luta não cessa”, explanou.
De acordo com a coordenadora da Fundação, o doente mental pode “delirar, estraçalhado, sem lugar no mundo. Ou pode delirar, tendo todos os familiares ao seu lado, de forma humanizada. É disso que se trata a reforma”, avaliou, lembrando que a melhor forma de acabar com o preconceito é “andar junto”. Vale lembrar também que será realizada amanhã, sábado, uma feijoada comemorativa e os interessados podem comprar o ingresso por R$ 15, na sede da Fundação.