Mesmo com manifestantes ocupando as galerias da Assembleia Legislativa, o governo de Minas conseguiu aprovar o projeto que define a política salarial de servidores da rede estadual de Educação com 51 votos a favor e 20 contra.
De acordo com a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), em Uberaba, Sônia Regina Monte, a categoria não vai aceitar a forma impositiva do governo. “Não vamos desistir da nossa luta, pois a categoria sabe o que quer. A partir do momento em que os profissionais optaram pelo quadro antigo é porque querem isto. Ele não acreditou que a categoria iria rejeitar o subsídio e nós não podemos aceitar isso.”
A sede central do Sind-UTE já está convocando para nova assembleia a fim de discutir qual será o caminho que a categoria irá seguir. Os advogados do Sindicato já entraram com pedido no Supremo para que exija que o governo mineiro pague o piso salarial. “O piso é lei e é direito nosso.”
Hoje, o piso salarial é de R$1.187 para profissionais com ensino médio, adequando ao plano de carreira. A categoria não aceitou a proposta apresentada pelo governo de Minas, pois considera um desrespeito à lei do piso, acabando com o plano de carreira dos profissionais. Atualmente, são 403 mil servidores da área de Educação em Minas.