Em comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado no dia 18 de maio, a Fundação Gregório Baremblitt já deu início às atividades, entre elas, oficinas terapêuticas. De acordo com a coordenadora da fundação, Maria de Fátima Oliveira, ainda é preciso lutar contra o preconceito. Atualmente a instituição atende cerca de 390 usuários.
O movimento da Luta Antimanicomial é realizado em Uberaba há 20 anos e para isso são desenvolvidas diversas atividades. “Começamos o ‘CAPs aberto’, para que a comunidade conheça as atividades desenvolvidas nos centros, bem como a realização de oficinas. Já nesta quinta-feira vamos realizar um ato público, a tradicional passeata, com usuários, terapeutas e a comunidade em si, para quem quiser participar. Além disso, durante todo percurso vamos contar com a presença de músicos para animar a passeata. Iremos mostrar à população como está a reforma psiquiátrica brasileira e todos os desdobramentos. Principalmente com o intuito de divulgar, esclarecer e fazer com que haja a convivência dos doentes mentais com a população, no sentido de modificar o olhar, que ainda existe em muitos setores, sobre a questão de doenças mentais”, explica a coordenadora da fundação, psicóloga Maria de Fátima.
O grupo sairá às 9h da sede da Fundação Gregório Baremblitt, localizada na rua Capitão Domingos, em seguida irão passar na rua Floriano Peixoto, avenidas Guilherme Ferreira e Leopoldino de Oliveira até o Mercado Municipal, local em que serão realizadas as apresentações. Em todo trajeto deverá contar com o caminhão de trio elétrico, que depois ficará estacionado no local do evento. A expectativa é de que 400 pessoas participem da manifestação.
Segundo Fátima, atualmente em Uberaba existe uma rede bastante complexa para o atendimento ao doente mental. Em termos de assistência existem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) Maria Boneca, Dr. Inácio Ferreira, o CAPs AD, que trabalha com transtornos advindos da dependência química e também Cria, destinado às crianças e adolescentes. Além disso, Fátima ressalta alguns ambulatórios nas universidades e o Sanatório Espírita. “Mas ainda é preciso investimentos na área, não só para melhorar a qualidade, bem como na formação de rede, com a implantação de postos de trabalho, escola, clubes, centros de convivência, para os deficientes mentais. E pensando nisso, a Fundação está começando uma ampla campanha junto aos empresários e a comunidade, com o intuito de desenvolver estes projetos”, afirma.