Aumenta o número de bancários em greve. A paralisação, que começou na última quinta-feira, chegou ao sétimo dia com 70% de trabalhadores de braços cruzados em Uberaba. Ao todo são nove agências paradas, entre públicas e privadas e mais quatro postos de atendimento bancário. O movimento grevista também cresce em todo o país, já são cerca de 10 mil agências com profissionais que aderiram à greve.
A quantidade de profissionais insatisfeitos com as propostas apresentadas pelo governo e banqueiros cresce a cada dia. Em Uberaba a mobilização começou com 60% de grevistas. O índice aumentou, assim como o número de agências com trabalhadores parados. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Reginaldo Palhares, já aderiram ao movimento três agências da Caixa Econômica Federal (centro, avenida Fidélis Reis e do bairro Abadia), as cinco agências do Banco do Brasil, além de quatro Postos de Atendimento Bancário e os bancos privados. Neste caso, está sendo feito rodízio para não prejudicar o usuário. Na segunda, a agência com mais profissionais parados foi a do HSBC e ontem foi o Bradesco da avenida Leopoldino de Oliveira.
“Estamos satisfeitos com a proporção que a greve está tomando. Vários já aderiram ao movimento, e estamos respeitando o índice exigido por lei de ter 30% de trabalhadores atuando. O que queremos é chamar a atenção dos banqueiros para que nos valorize e aceite negociar, oferecendo uma proposta um pouco maior do que foi apresentada”, explica Reginaldo, ressaltando que diante da sua experiência é a partir da quantidade de agências que aderiram ao movimento, 10 mil no Brasil, que os banqueiros devem chamar para mais uma rodada de negociação em breve.
A reivindicação da categoria é de reajuste salarial de 11,92%, entretanto foi oferecido o percentual de apenas 6,1%, que atende apenas a reposição da inflação do período, sem ganho real. Além de questões salariais a categoria reivindica melhores condições de trabalho, igualdade de oportunidades nas promoções, plano de carreira para todos os bancos, plano de saúde e o fim das normas abusivas. E vale ressaltar que a greve não tira do consumidor a obrigação de pagar as contas em dia, nas loterias, correspondentes bancários, no caixa eletrônico ou pela internet.