
(Foto/Reprodução)
Greve dos técnicos-administrativos em Educação (TAEs) impactam o ritmo de execução dos serviços na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Em nota, a instituição confirmou ao Jornal da Manhã que as atividades seguem em funcionamento, porém reconhece que o contingenciamento de atividades influencia a prestação do serviço.
A paralisação dos servidores, iniciada em 23 de fevereiro de 2026, integra um movimento nacional da categoria vinculada à FASUBRA Sindical e segue por tempo indeterminado em Uberaba.
Em resposta aos questionamentos sobre os efeitos da greve, a universidade afirmou que os atendimentos no Hospital de Clínicas (HC) e demais setores continuam sendo realizados, ainda que com ajustes operacionais. “As atividades administrativas e assistenciais têm sido mantidas. Contudo, tem ocorrido uma redução no ritmo habitual de execução, em razão do contingenciamento das atividades”, informa a instituição.
Sobre a existência de novas rodadas de negociação, a UFTM esclareceu que as tratativas relacionadas à pauta nacional são conduzidas diretamente com o Ministério da Educação (MEC), sem participação da universidade. “A negociação é realizada diretamente com o MEC, sem participação da UFTM nas pautas nacionais. Em relação à pauta local, as negociações têm sido realizadas caso a caso, regularmente”, destacou a resposta oficial.
Segundo o sindicato dos servidores, no entanto, nenhuma das exigências previstas no Termo de Acordo nº 11/2024 teria sido atendida até o momento pelo Governo Federal, e não houve abertura de mesa formal de negociação.
A instituição também detalhou como tem sido o funcionamento dos setores afetados pela greve e o cumprimento do percentual mínimo de servidores em atividade. “A gestão da UFTM realiza a análise dos setores essenciais e define a escala de funcionamento, em diálogo com o Comando Local de Greve”, informou.
A universidade reforçou ainda que não possui competência para atender reivindicações direcionadas ao governo federal. “Nas pautas locais, as negociações têm logrado êxito com o acordo entre as partes”, disse.
Questionada sobre perspectivas para o fim da greve, a UFTM afirmou que a solução depende do avanço da pauta nacional. “O encerramento da greve depende da pauta nacional. É necessário aguardar o encerramento da greve, para que o Comando Local de Greve possa propor o acordo e encaminhar para o MEC”, declarou a instituição.
Mesmo sem avanços concretos nas negociações nacionais, o movimento grevista segue mobilizado. De acordo com representantes da categoria, uma marcha está prevista para o dia 29 de abril, em Uberaba, com concentração às 7h40 em frente ao Campus 1 da UFTM, com caminhada até a Praça Rui Barbosa.